Defesa Civil de São Gonçalo começa a testar sirenes na cidade

Anderson Carvalho –

Prevenir é melhor do que remediar. Depois do município tanto sofrer com alagamentos e deslizamentos de terras em temporais nos anos anteriores, a Defesa Civil de São Gonçalo começou uma série de testes em sistemas de alerta e alarmes de chuvas através de sirenes em 25 locais próximos a áreas de deslizamento. Os testes começaram na última terça-feira (29) e continuaram nesta quarta (30). Eles prosseguirão até o fim do mês de fevereiro, entre 9h e 17h.

As sirenes usadas são as mesmas que foram desligadas há quatro anos devido à crise financeira no Estado. Elas estão sendo reativadas pela empresa Grid Lab, que realiza nesta primeira etapa a troca de baterias, testes das placas de som e troca de botão de acionamento manual. Na última terça-feira foram realizados testes nos bairros Mutuaguaçu e Engenho Pequeno, e ontem, em Patronato, Itaúna e Lindo Parque. Os próximos serão Nova Grécia, Zumbi, Novo México, Tenente Jardim, Boa Vista, Venda da Cruz, Sete Pontes, Porto Novo, Gradim, Laranjal, Barro Vermelho e Arsenal.

“Estamos sempre aperfeiçoando nosso trabalho e buscando a excelência no atendimento a população. Incansáveis na busca dessas melhorias através de trabalhos de mapeamento de áreas de risco, prevenção e preparação e outras atividades. Essa nova conquista do Sistema de Alerta e Alarme é fundamental para esse processo pois o pilar do nosso trabalho é a preservação da vida”, explica o subsecretário de Defesa Civil, Antônio Haag.

Denominadas de fases 02 e 03, as demais etapas ocorrerão em seguida e visam realizar o acionamento remoto, limpeza e calibragem dos pluviômetros automáticos acoplados em oito das 25 sirenes. Após a normalização do sistema serão realizados simulados nas comunidades para orientar novamente a população em como agir em caso de acionamento do sistema que só ocorre quando o volume de chuva for considerado elevado e com potencialidade de ocasionar deslizamentos.

“É muito importante mantermos ativos os sistemas de alerta e alarme que possam manter a população das áreas vulneráveis avisada e capacitada para se deslocarem para os pontos de apoio nos dias de alto índice pluviométrico, pois com a conscientização e preparação de todos estaremos mais fortes para enfrentarmos os adventos adversos que sempre acontecem no período do verão”, completa Haag.

No dia 8 de janeiro do ano passado, em um forte temporal que castigou a cidade, dez bairros sofreram com pontos de alagamentos e na Rua Fonseca Ramos, no bairro Estrela do Norte, partes de dois imóveis desmoronaram, deixando oito famílias desalojadas.

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