Sirenes de alerta não foram acionadas durante as chuvas de quarta em São Gonçalo

São Gonçalo possui sirenes para alertar a população para o caso de fortes chuvas e riscos de deslizamentos em áreas de risco, mas a Defesa Civil de São Gonçalo informou que no município nenhuma delas chegou a ser acionada na noite de quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10). Na comunidade do Feijão, no bairro Paraíso, um deslizamento seguido de desabamento destruiu quatro residências e outras noves foram interditadas. Uma criança, de 1 anos e 7 meses, o menino Enzo, morreu durante o desmoronamento. Os pais e a irmã de Enzo foram resgatados.

Segundo informações, apenas oito desses equipamentos contam com pluviômetro, que mede o volume de chuva. De acordo com o protocolo de acionamento, a partir de 50 milímetros por por hora, a sirene é acionada, e a Defesa Civil considerou que não havia necessidade de acionamento, e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da cidade informou que as casas na comunidade do Feijão são construções irregulares e que a prefeitura tenta resolver o problema há cerca de 12 anos.

“Todas as serenes estão em pleno funcionamento. Inclusive foi feito na última semana a manutenção por parte da empresa. Porém, temos um protocolo de acionamento das sirenes no qual só são acionadas quando temos um volume de chuva de aproximadamente 50 milímetros por hora. Como não foi atingido esse volumede chuvas, achamos que não houve necessidade de acionamento. Porém, essas palafitas vieram abaixo no Morro do Feijão. Ela foram construídas de forma indevida, em cima de um maciço rochoso. Não existe como você ter uma estrutura presa em cima de um maciço rochoso. Com a chuva de longa duração, como ocorreu na noite de quarta-feira, em São Gonçalo, qualquer vento de 50 a 80 km por hora pode fazer com qaue essas palafitas venham abaixo”, afirmou o Antônio Haag, coordenador de Defesa Civil de São Gonçalo.

Ainda, de acordo com a prefeitura, representes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Infância e Adolescência (SMDSIA) estiveram no local onde realizaram o cadastro social e trabalho de conscientização, alertando os moradores que tiveram suas residências interditadas, quanto ao risco de permanecerem no local. “Foi feita a oferta de abrigo e eles não aceitaram, alegando que seriam acolhidos em casas de familiares e amigos”.

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