DEFENSORIA PÚBLICA INVESTIGA FALTA DE OXIGÊNIO EM ARRAIAL DO CABO

Um dos mais belos lugares do Brasil, com áreas de ar puro e praias comparadas ao Caribe, está agonizando. A
Defensoria Pública do Rio informou que está investigando denúncias de mortes que teriam acontecido no Hospital Geral de Arraial do Cabo devido a falta de oxigênio. A prefeitura nega a falta do insumo para o tratamento dos
pacientes.

Desde dezembro a Defensoria Pública tem percebido as precárias condições de atendimento do hospital de Arraial do Cabo. Em vistoria conjunta com o Cremerj, constatamos a falta de profissionais de saúde, de medicamentos e
de insumos na unidade, essenciais para os pacientes infectados pela covid-19 no município”, explica a defensora
pública Raphaela Jahara, da Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva.

A denúncia de outros pacientes em relação a precariedade dos serviços prestados na pandemia, incluindo ausência de transparência nos dados, levou a Defensoria a considerar ações civis públicas. Em nota, a Secretaria de Saúde de Arraial do Cabo informou que o Hospital Geral conta atualmente com nove respiradores e dez monitores em funcionamento e que não houve desabastecimento de oxigênio na unidade. Sobre as mortes, o município admitiu duas, nos dias 27 e 28, mas que elas ocorreram em função de complicações da doença, e não por falta de atendimento adequado ou falta de equipamentos.

O município disse que não conta com leitos de UTI, apenas de enfermaria, porém, já indicou ao Estado a intenção de receber seis leitos de UTI. Atualmente os casos que demandam atendimento de Terapia Intensiva são encaminhados à Central Estadual de Regulação, “objetivando a transferência do paciente para uma unidade que possua essa estrutura” e que “portanto, a liberação depende de leitos disponíveis”.

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