Decreto do Governo do Estado prorroga medidas de isolamento

O Governo do Rio de Janeiro informou que vai estender as medidas de combate à proliferação do novo coronavírus no estado. Um decreto publicado na segunda-feira (01/06) oficializou a prorrogação da quarentena. A resolução anterior previa que o isolamento social terminasse no último domingo (31). “As determinações continuam valendo durante esta semana e as forças de segurança pública do estado seguem auxiliando as ações das Prefeituras”, disse o governador Wilson Witzel (PSC) no texto.

Para tratar da reabertura gradual da economia, o governo realizou uma reunião, com a participação de representantes de diversas secretarias e da Comissão de Saúde, também ontem. No encontro, foram discutidos o cronograma de flexibilização das medidas restritivas e as regras técnicas para cada área ou serviço.

O decreto mantém suspensas atividades como funcionamento de shoppings, bares e restaurantes até o dia 7. Depois dessa data, há a possibilidade de reabertura gradual dessas atividades. Segundo documento, outras atividades, como academias de ginástica e frequência das praias foram suspensas até o dia 21.

Sobre o transporte intermunicipal que liga as cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, assim como demais cidades do interior do Estado até a capital, seguirá com restrições, ao menos por mais uma semana. As empresas que operam linhas ligando as cidades da Região Serrana do Rio até a capital, ainda seguem com restrições para viagens, com exceção de trens e barcas que atendam atividades essenciais. Assim como o transporte de passageiros por aplicativo.

Os principais pontos que seguem com suspensão até o dia 7 são: shoppings, centros comerciais e similares (com exceção de hospitais, clínicas, laboratórios e estabelecimentos similares dentro destes locais); bares, restaurantes e similares, apenas com 30% da capacidade no atendimento ao público apenas para retirada e entrega de alimentos no estabelecimento (aqueles que funcionam dentro de hotéis e pousadas só podem para funcionar para hóspedes e empregados).

Liberados a partir do dia 8: comércio e atividades de serviço em geral com regras específicas (com exceção daqueles suspensos até o dia 21/6); bares, restaurantes, lanchonetes e similares com 50% da capacidade para retirada e entrega a domicílio; Shoppings e centros comerciais das 12h às 20h, com o seguinte protocolo: EPIs e produtos de higienização, como álcool gel, para todos os funcionários, entregadores e prestadores de serviço; álcool gel ou similares na entrada do estabelecimento, das lojas e dos elevadores; distanciamento de um metro, uso de máscaras; praças de alimentação com apenas 50% das mesas e assentos; e fechamento de áreas de recreação; Postos do Detran, com o seguinte protocolo: máscaras, álcool em gel ou similares e distanciamento de pelo menos um metro; Prática de atividades esportivas ao ar livre, incluindo em praias, lagoas, rio e piscinas públicas.

Suspensão até o dia 21: eventos com público: eventos desportivos, shows, salão e casa de festas, eventos científicos, feira, comício, carreatas, passeatas e afins; Pontos turísticos: Pão de Açúcar, Corcovado, museus, AquaRio, Rio Star roda-gigante e os demais; cinema e teatro; visita a unidades prisionais; Transporte de detentos para audiência apenas com justificativa; Visitas a pacientes com Covid-19 nas redes hospitalares pública e privada; Aulas presenciais; Circulação de transporte rodoviário intermunicipal, regular, fretamento e complementar entre os municípios de Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral e as demais cidades do estado; Academias, centros de ginástica e similares; Praias, lagoas, rios e piscinas públicas; Obras e reparos não emergenciais em imóveis residenciais e comerciais.

O que já está autorizado: Serviços essenciais, como supermercados, hospitais, clínicas, farmácias e afins; Pequenos estabelecimentos, como lojas de conveniência, mercado de pequeno porte, açougue, aviário, padaria, lanchonete, hortifruti, e demais, desde que não haja permanência contínua e aglomerações; Feiras livres, com barracas a pelo menos 1 metro de distância e disponibilização de álcool gel para os colaboradores e clientes; Horários determinados das atividades; Comércio de produtos essenciais: sem horário fixo; Indústrias e serviços: 9h às 17h; Comércio varejista: 11h às 19h e construção civil entre 7h às 15h.

Rio tem 5.462 mortes e 54.530 casos confirmados de coronavírus

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) informou, na tarde da segunda-feira (01/06), que o Rio registra 5.462 morte e 54.530 casos confirmados de coronavírus. Foram 118 mortes e 1.142 casos confirmados em 24 horas. No entanto, a Secretaria de Saúde esclarece que os casos e óbitos registrados no boletim não ocorreram nas últimas 24 horas – essa é a data de registro no sistema.

O Ministério da Saúde confirmou mais 623 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Com os dados divulgados pela pasta, na noite de ontem, o Brasil acumula 29.937 vítimas fatais desde o primeiro registro oficial. O país segue em 4º em número de óbitos e se aproxima ainda mais da Itália (33.475), em terceiro. Na ponta, de acordo a Universidade Johns Hopkins, estão os Estados Unidos (104.702) e Reino Unido (39.127).

Em relação aos casos confirmados, as secretarias estaduais e municipais de saúde notificaram 12.247 diagnosticados entre domingo e ontem. Ao todo, 526.447 pessoas foram infectadas com o novo vírus. Segundo estimativas do governo federal, o Brasil alcançou a marca de 211.080 recuperados da covid-19. Com isso, o país ocupa o 2º lugar no ranking de curados em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (444.758). Integram o grupo de recuperados, de acordo com o Ministério da Saúde, todos os diagnosticados que enfrentaram os 14 dias de quarentena preventiva e, também, aqueles que receberam alta dos leitos hospitalares.

No início da tarde de hoje, Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), disse acreditar que o Brasil e outros países das Américas Central e do Sul ainda não atingiram o pico da pandemia do novo coronavírus.

“Não posso prever quando ocorrerá, mas precisamos mostrar solidariedade aos países, da mesma forma que fizemos com países de outras regiões. Estamos juntos e ninguém fica para trás”, explicou.

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