Decisão judicial poderá dar mais agilidade ao processo do ‘Prédio da Caixa’

O Tribunal de Justiça determinou, através da 1º Vara Civil de Niterói, a decisão que nomeou a síndica legal do conhecido “Prédio da Caixa”. O problema na administração do condomínio acabou atrasando o andamento do processo, mas agora com a definição, o promotor do caso, Luciano Mattos, acredita que o caso ganhará celeridade. A atual síndica eleita, Karina Mansur, comemorou a vitória e vai marcar para os próximos dias uma reunião geral com o máximo de proprietários para conversar sobre as vistorias e aluguel social que envolvem o empreendimento.

Após a desocupação e interdição do Edifício Amaral Peixoto, no Centro de Niterói no dia 7 de junho desse ano, a falta de entendimento de quem seria a síndica do local gerou alguns conflitos, que foram parar na justiça. A moradora Lorena Gaia se apresentou como síndica e Karina também. “Essa questão atrasou um pouco o entendimento do processo pois não sabíamos com quem nos comunicar. Vou analisar nos próximos dias como ficará esse caso e dar continuidade para o processo. Precisamos dar continuidade para as vistorias”, contou Luciano Mattos. O promotor acrescentou ainda que está tentando estabilizar a questão do aluguel social. “Tem gente que está recebendo duplicado, quem deve receber não recebe e também pessoas que pararam de receber. Precisamos organizar isso. Todas as suspeitas de fraudes estão sendo encaminhadas para os órgãos responsáveis”, completou.

A síndica reconhecida, Karina Mansur, acrescentou que nos próximos dias fará uma reunião geral com todos os proprietários, que estão em dia e os inadimplentes e também os posseiros por direito. “Precisamos falar como está a situação do nosso prédio. Queremos que a vistoria e os laudos sejam emitidos e com isso saberemos o que fazer. O condomínio vai fazer a obra e as pessoas estão animadas. Tem gente que vai contribuir com dinheiro e muitas outras com o próprio serviço. O que importa é fazer a obra e retornarmos para nossos apartamentos novamente”, explicou.

Sobre isso a proprietária do imóvel sobreloja 9, Alexandra da Mata, 46 anos, contou que está passando por problemas com o próprio aluguel social. “Meu apartamento foi invadido e a pessoa que invadiu conseguiu o benefício e eu não. Tenho os boletos de pagamento das minhas prestações, do IPTU e também das taxas condominiais. Como pode o meu benefício ser vetado e uma pessoa estar ganhando no meu lugar? Eu estou desempregada e me encaixo no perfil do benefício. Isso tudo tem que ser revisto e tem que acabar”, esbravejou a dona do imóvel há 17 anos.

Procurada, Lorena Gaia se limitou a dizer que irá se pronunciar sobre o caso, somente após seu advogado tomar as medidas cabíveis. A Prefeitura de Niterói também foi questionada sobre o assunto mas não se manifestou até o fechamento dessa edição.

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