Decisão do TJ pode enviar “viúva da Mega-Sena” de volta à prisão

Augusto Aguiar

Por conta de uma nova decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, a cabeleireira Adriana Ferreira Almeida – viúva do milionário Renné Sena, assassinado em 2007 – conhecida como “viúva da Mega Sena”, poderá voltar para a prisão. Ela foi condenada a 20 anos de reclusão, acusada de tramar a morte do próprio marido há quase dez anos. A justiça não aceitou um pedido do representante da viúva de Renné para que a ré fosse submetida a um novo júri popular.

O magistrado acrescentou na decisão que na ausência de novo recurso expedirá Mandado de Prisão contra a cabeleireira, já que ela havia conquistado o direito de recorrer da sentença em liberdade. Esse direito havia sido formalizado pelo mesmo juiz, devido ao fato de Adriana possuir endereço fixo e sempre ter se apresentado nas convocações judiciais. Ela deixou a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no fim do ano passado, na véspera de Natal, duas semanas após ser sentenciada em júri na comarca de Rio Bonito.

Menos de uma semana após ser condenada, num júri que durou três dias, a acusada foi beneficiada com a revogação da prisão. A fortuna do milionário, atualmente avaliada em cerca de R$ 120 milhões, está numa conta da Caixa Econômica Federal e é alvo de longa disputa judicial entre Adriana, a filha e a irmã de Renné Sena.

A justiça havia determinado a prisão domiciliar e decidiu que Adriana teria que comparecer mensalmente ao juízo e está proibida de ter contato com a família da vítima e testemunhas de acusação. A manicure também não pode deixar a comarca de Cachoeira de Macacu. Adriana havia sido absolvida inicialmente em dezembro de 2011, mas durante o julgamento do recurso ajuizado no Ministério Público, em abril de 2014, os desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) decidiram que haveria um novo julgamento, sendo que a acusada já havia sido presa em 2007, pois havia sido acusada pela filha e pela irmã da vítima, Renata de Almeida e Jocimar da Rocha, de ser mentora da execução de Renné. O TJ-RJ então decidiu que haveria um novo julgamento, o mais recente onde a manicure foi condenada.

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