“De olho no lixo” vai capacitar protetores da Baía em São Gonçalo

Pesquisadores já comprovaram que São Gonçalo é a terceira cidade que mais polui a Baía de Guanabara. Segundo a Secretaria Estadual de Ambiente, nos últimos quatro meses, já foram retidas 100 toneladas de lixo flutuante das quatro ecobarreiras implantadas nos rios de São Gonçalo e Niterói. Deste valor, foram retiradas oito toneladas de lixo do Rio Imboaçu, duas toneladas de lixo do Rio Marimbondo, seis toneladas de lixo do Rio Brandoas e 84 toneladas de lixo do Rio Bomba. Visando diminuir ainda mais o despejo de lixo na Baía através dos rios, a Secretaria, junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), implantará na região o programa De olho no lixo. Como a despoluição da Baía praticamente não saiu do papel, foi necessário criar mecanismos paliativos a fim de minimizar os danos ambientais.

O projeto De Olho No Lixo capacitará jovens, que atuarão como Protetores da Baía de Guanabara. Após a capacitação, esses jovens elaborarão um plano de ações de limpeza e de educação ambiental a partir de um levantamento sobre os principais problemas ambientais de sua comunidade quanto à destinação do lixo. Todos receberão uma ajuda de custo para participar do projeto.

Como parte das atividades desse plano de ação, serão realizados mutirões de limpeza, principalmente nos manguezais e ilhotas. O Projeto De Olho no Lixo já é desenvolvido na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Nos últimos seis meses, foram recolhidas 292 toneladas de lixo por 30 agentes socioambientais capacitados pelo projeto.

“O projeto De Olho no Lixo também oferecerá aos participantes e à comunidade em geral atividades complementares de arte e educação ambiental em moda e música, através dos cursos Funk Verde e Ecomoda. As aulas estão previstas para começar em dezembro”, disse André Correa, secretário de Ambiente.

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