Custo da diária de uma UTI imobiliza muitos municípios

Agências do INSS não abrem onde feriados foram antecipados

As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não abrirão nas cidades em que os governos locais anteciparam feriados e pontos facultativos, como medida de combate à pandemia. A portaria prevendo a medida foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (29).

Em nota publicada na última sexta-feira (26), o instituto informou que suspenderia o atendimento presencial em São Paulo e no Rio de Janeiro até 1º de abril, seguindo os decretos locais de antecipação de feriados.

O instituto informou também que está entrando em contato com os segurados que tinham atendimento agendados para o período, para reagendar o horário. No entanto, alerta que alguns contatos podem ser inviabilizados devido a desatualizações nos cadastros: “Caso não receba nenhuma ligação do instituto, o segurado que possui horário agendado de 26 de março a 1º de abril deve ligar para o telefone 135 e remarcar o atendimento. O INSS orienta os segurados a não se dirigirem às agências durante esse período”.

O INSS lembra que boa parte dos serviços oferecidos pode ser acessada por meio de canais remotos de atendimento como o Portal Meu INSS (aplicativo e site) e a Central Telefônica 135.

Pelo Portal Meu INSS, o cidadão pode requerer benefícios, emitir extratos, cumprir exigências e agendar atendimento presencial. Pelo telefone 135, entre outros serviços é possível fazer inscrição na Previdência Social, obter orientações, esclarecer dúvidas, solicitar benefícios e agendar atendimento presencial.

As unidades em São Paulo e Rio de Janeiro suspenderão o serviço Exigência Expressa durante o período de fechamento de suas unidades. Esse serviço possibilita, ao segurado que já fez algum requerimento, entregar cópias de documentação complementar, por meio do depósito em urnas localizadas em frente às agências. “Os segurados que precisarem apresentar documentação complementar nesse período podem anexar cópias digitalizadas dos documentos solicitados no Portal Meu INSS”, esclarece o instituto.

Custo da diária de uma UTI imobiliza muitos municípios

Hospital de campanha

A maioria das pessoas contaminadas pela Covid é formada pelos grupos dos 18 aos 60 anos que constituem a “força do trabalho”. Grande parte dos adultos mais jovens envolvem-se em aglomerações em função de suas atividades obrigatórias, em nome do lazer ou da busca de ar livre.

É grande o número dos que não estão cobertos por planos de saúde e não sabem como ter acesso ao SUS para, pelo menos, contarem com uma carteira de saúde expedida gratuitamente.

Os desprevenidos não sabem qual o valor de uma internação para tratamento da doença. O custo de uma diária em UTI está em torno de R$ 2,6 mil e de um leito em enfermaria em R$ 1.233,00. Para se manter uma vaga em CTI o custo mensal médio é de R$ 80 mil, caindo para R$ 37 mil ou R$ 38,5 mil em leitos de enfermaria.

Imagine-se uma família com duas ou três pessoas internadas por tempos que podem chegar ou ultrapassar dois meses. Pior, quando falece o responsável pela manutenção de um lar. A TRIBUNA cita, em outra página, a alta recebida por uma pessoa sem teto e sem família, recuperada após 185 dias de internação em Maricá e de um adolescente liberado do Hospital Icaraí após 33 dias de tratamento.

São dramas sociais pouco noticiados para serem objetos de ações conjuntas em busca de soluções.

Não adianta culpar os prefeitos, os órgãos públicos ou os hospitais particulares: os custos são exageradamente altos para se cumprir o tratamento.

Concentração de CTI´s

O Brasil conta com estados de amplas extensões territoriais, como o Amazonas, e outros com centenas de municípios de baixos níveis populacionais. Não se pode esperar que em cada um dos 5.500 exista pelo menos uma CTI.

No Estado só Ceará, por exemplo, operam 1.291 unidades das quais 702 são públicas. Estão na capital do Estado 480, restando 222 para os outros 183 municípios. A capital conta com 2,7 milhões de habitantes e 20 dos municípios tem menos de 10 mil habitantes. O menos populoso conta com apenas cinco mil.

Aqui no Estado só Rio os municípios muito próximos uns dos outros e apenas Campos dos Goytacazes têm dimensão gigantesca superando em três vezes e meia a extensão territorial da capital.

Rotatividade do Poder

O Governo Bolsonaro é o que mais se renova, pelo menos em termos de comando de Ministérios.

Já são 21 ministros afastados em dois anos de governança.

Só o Ministério da Saúde operou a mudança quatro vezes.

Agora ele fez seis mudanças e dá indicativo de mudança também no comando da Polícia Federal.

É o que teve mais membros afetados pela Covid. Mas ele não gostou da fala do general Paulo Sérgio, diretor de pessoal do Exército, dizendo que 2,5% da população foi afetada pela Covid e apenas 0,13% dos integrantes das Forças Armadas.

Pode-se evitar surpresa com mudança de ministros da área militar, pois é o governo civil com maior número de figuras fardadas ou de pijama ocupando cargos, inclusive um almirante comandando a área de comunicação.

Na sua campanha eleitoral o “Julio Verne de Niterói” proclamou: vai acabar como Jânio Quadros ou como Collor, mas não imitará Getúlio Vargas.

Contenham a euforia

Há muita gente eufórica com o anúncio do Butantan em liberar grandes partidas de vacinas já no começo deste mês, o que poderá beneficiar a população da faixa dos 50 anos já em maio.

“Já fui vacinado” não é uma expressão de conforto. A primeira dose não torna as pessoas imunes à doença e mesmo após a segunda é necessário um período de muita cautela.

A Covid não acaba nem mesmo com toda população vacinada, como não acabou a epidemia da gripe.

O Brasil erradicou o sarampo e a varíola, avançou muito contra a poliomielite, mas ainda tem muita gente tuberculosa ou com lepra.

Na área da Saúde há muito o que se fazer.

Pobre pesquisa

No ano passado noticiamos e agora a Academia Nacional de Medicina lembra ter havido um corte superior a R$ 290 milhões para a área de pesquisas nas Universidades Federais.

A pesquisa da vacina anunciada pelo Ministro da Ciência e Tecnologia está sendo conduzida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP.

Bolsonaro se irritara com a campanha “Mais verbas para as Universidades Federais”, entendendo como bases de movimentos esquerdistas.

São Paulo, o estado mais afetado, está dando duas vacinas ao Brasil, entre as 12 em produção ou em estudos.

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