Cursos superiores a distância têm maior crescimento desde 2008

Pedro Conforte –

Um em cada cinco estudantes matriculados no ensino superior estuda a distância, de acordo com o Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas, a educação a distância (EaD) registrou o maior salto desde 2008. Segundo os dados do censo, as matrículas em EaD cresceram 17,6% de 2016 para 2017. Os estudantes de educação a distância (EaD) chegaram a quase 1,8 milhão em 2017 – o equivalente a 21,2% do total de matrículas em todo o ensino superior.

De acordo com Maria Raquel Marins, coordenadora de EaD da Estácio em Niterói, este aumento reflete que as pessoas estão tendo menos preconceito com o ensino a distância.

“Ao longo dos anos esta modalidade vem mudando muito. Antes era uma demanda para quem trabalhava e precisava do curso superior. Agora, atingimos outras parcelas da população. Posso dizer que a Estácio está em praticamente todos os estados do país com o ensino a distância. Só em um dos polos de Niterói são mais de três mil alunos e o número só vem crescendo”, explicou.

O número de cursos no país também aumentou, de acordo com o Inep. De 2016 para 2017, passou de 1.662 para 2.108, o que representa aumento de 26,8% – maior crescimento desde 2009, quando o país passou dos 647 cursos registrados até 2008 para 844 cursos.

No total, o ensino superior tem cerca de 8,3 milhões de estudantes em cursos de graduação. Desses, 6,5 milhões estão matriculados em cursos presenciais. Ao contrário do que ocorreu nos cursos de EaD, o número de estudantes na modalidade presencial caiu 0,4% em 2017. A maior parte dos estudantes está matriculada em instituições de ensino privadas, com 75,3% das matrículas. Quando se trata apenas de EaD, essa porcentagem aumenta, as instituições particulares de ensino superior respondem por 90,6% dos estudantes.

Maria Raquel esclareceu também que o perfil do aluno a distância é um pouco diferente. De acordo com a coordenadora, o aluno precisa ter mais disciplina.

“Antes as pessoas achavam que estudar a distância era mais fácil porque só tinha que fazer uma prova, mas isso é o contrário. O aluno precisa ter autonomia de estudo, diferente das aulas presenciais que há o professor cobrando todos os dias. É um perfil de estudante mais dedicado, focado e que reflete em melhores notas”, contou.

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