Cuidar de animais abandonados e em situação de vulnerabilidade é a paixão de muitos niteroienses

Cuidar bem dos animais. Não medir esforços para resgatar um animal abandonado. Conseguir doação de alimentos para cães e gatos. Esses são alguns dos pilares que muitos protetores de animais, espalhados pela cidade de Niterói, defendem e praticam dia após dia. Seja colocando ração na calçada para animais abandonados, ou levando bichinhos doentes, para serem tratados em casas provisórias, até a adoção. O que importa é não medir esforços nessa luta da causa animal.

A gestora do Parque Rural de Niterói, no Engenho do Mato, Simone Siqueira, contou que já está fazendo um cadastramento dos protetores da Região Oceânica para futuramente realizar ações no parque. “Eu sou uma simpatizante com a causa animal. Eu ajudo no que posso, mas não faço resgate. Ajudo fazendo uma rede de contatos, eu indico profissional para castração ou a doação de uma ração com algum empresário. A questão é ajudar, e se cada um se doar um pouco, seja com um compartilhamento nas redes sociais, já está fazendo a diferença”, frisou

A protetora de animais Mariza Damasceno tem uma casa somente para os animais e no momento tem mais 150 gatos resgatados. “Eu pego gatos abandonados na rua e muitas pessoas deixam no portão da minha casa. O gato é mais abandonado do que o cachorro e acredito que eles são mais livres e soltos, e as pessoas não colocam tela para os gatos não saírem. Eu recebo doações para comprar ração e o meu cartão crédito passa do limite mas eu não consigo fechar os olhos para algum animal precisando”, contou.

Já Cristina Vazques, 51 anos, é uma dona de casa que cuida de animais abandonados e é referência na Região Oceânica. Ao todo ela alimenta 70 animais entre cachorros e gatos. “Eu cuido dos da minha casa e ponho comida e água na rua com certa rotina. Eu preciso de doação de ração já que eu gasto 120 quilos por mês. Eu acho que as pessoas devem ter mais amor e respeito aos animais”, afirmou.

Cristina é moradora da Região Oceânica e tem parceria com as lojas 2M Rações, na Avenida Central, e a I9 no Engenho do Mato. “Basta contar que a doação da ração é para a protetora Cristina, que depois eu passo nas lojas e pego”, completou.

DADOS CONTRA ANIMAIS

São Gonçalo está em segundo lugar como o município que mais teve denúncia de maus tratos contra os animais. A informação foi divulgada pelo Disque Denúncia, através do Programa Linha Verde, que montou um ranking sobre o crime no estado do Rio de Janeiro. Niterói está em 4º lugar e Itaboraí em 10º no ranking. Desde o início de 2021 foram registradas mais de 4.100 denúncias de crimes ambientais e mais de 2.090 desses são de crimes de maus tratos contra os animais. Os números foram divulgados para chamar atenção para o Abril Laranja, mês da prevenção contra a crueldade animal.

A cidade do Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar na lista com 1070 seguida de São Gonçalo com 134, Nova Iguaçu com 128, Niterói que acumulou 103, Duque de Caxias com 87, São João de Meriti teve 78 denúncias, Belford Roxo ficou com 41, Angra dos Reis com 38, Nilópolis teve 37 e Itaboraí contabilizou 30.

Os animais que mais sofrem maus tratos são os cães, gatos e cavalos e os tipos de denúncias vão desde falta de alimentação até espancamento. Os maus tratos com os cães são em maioria relacionados a falta de alimentação, abandono, espancamento, animais presos e acorrentados. Já sobre os gatos as

denúncias mais realizadas englobam falta de higiene nas residências, má alimentação, envenenamento e agressões com “pauladas”. E os cavalos os maus tratos mais cometidos são exposição no tempo por várias horas além de serem usados para carregar peso.

COMO DENUNCIAR

De acordo com o Linha Verde em 2020 o programa recebeu 14.498 informações sobre crimes ambientais em todo o Estado, sendo que 6.272 apenas sobre maus tratos e, desde 2018, o programa já contabilizou aproximadamente 20 mil informações sobre o tema. O Linha Verde solicita a população que continue denunciando maus tratos contra animais e outros crimes contra o meio ambiente através dos telefones 03000 253 1177 (custo de ligação local) e (21) 2253 1177, pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou ainda por meio do site do Disque Denúncia (www.disquedenuncia.org.br). Em todos os canais, o anonimato é garantido ao denunciante.

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