Cuidados com a restinga em Macaé

Os dias quentes de verão são um convite irrecusável para curtir as praias que adornam Macaé. Mas o cenário paradisíaco deve ser contemplado e utilizado com moderação, já que em nossas praias há muitas áreas de restinga, ambiente que apresenta grande sensibilidade e tornam-se muito vulneráveis com o vai e vem das pessoas nas orlas. A fim de preservar essas espécies, a prefeitura, por meio da secretaria Municipal de Ambiente (Sema), orienta a conservação deste ambiente pelos banhistas e veranistas.

A vegetação, apesar de singela e frágil, é importantíssima para o equilíbrio da natureza, tanto que os órgãos ambientais da cidade comemoram a criação do Parque Natural Municipal da Restinga do Barreto, segundo maior das Américas, em área exclusivamente de restinga, ficando atrás, apenas do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, também na nossa região.

Segundo o coordenador do setor de Biodiversidade, Gestão das Águas e Território da Sema, Sávio Augusto Magaldi, a secretaria tem atuado na realização da proteção das restingas, com a inserção de cercas de proteção com a finalidade de garantir a manutenção e expansão da vegetação, como já realizado na Lagoa de Imboassica, e trechos das praias Campista e Pecado. A ação terá prosseguimento programado ao longo do verão.

Geógrafo, Sávio acrescenta que é importante destacar que as pessoas, quando estiverem na praia, não devem jogar lixo na vegetação, pois os detritos atraem vetores domésticos como ratos, baratas e outros animais.

“Outra situação muito comum é os banhistas pisarem na vegetação até chegarem ao mar. Recomendamos seguir os caminhos, as trilhas de ligação entre a areia e a calçada, que já estão estabelecidas. A recuperação da vegetação perdida leva em torno de três a seis meses para acontecer, e pode até ser perdida, de maneira efetiva, causando grande desequilíbrio para todo sistema da praia”, ressalta.

Restinga
As restingas, encontradas em 65% da costa brasileira, são ecossistemas de “alta produtividade biológica”, com diversidade de espécies de fauna (como a coruja, lagartos, entre outros), assim como de flora que habitam aquele local. Esses sistemas, na interface entre os ambientes marinho e continental, são naturalmente frágeis, sendo que estas zonas costeiras são afetadas por processos naturais resultantes da ação eólica (ventos), marinha e da drenagem fluvial (rios).

Essa cobertura vegetal contribui para manter a permeabilidade do solo, permitindo a alimentação dos lençóis freáticos, garantindo a estabilidade em seu nível e, consequentemente, garantindo o fornecimento de água potável à região.

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