Cruz Vermelha segue com forte atuação na pandemia

Raquel Morais

A associação civil Cruz Vermelha Brasileira (CVB), braço do Movimento Internacional de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, atua fortemente em questões sociais, principalmente no período da pandemia. Muito se fala sobre a instituição que tem suas ramificações na Região Metropolitana II. Niterói, São Gonçalo e Maricá possuem representantes dessa entidade sem fins lucrativos e defendem o lema do movimento: atenuar o sofrimento humano, sem distinção de raça, religião, condição social, gênero e opinião política.

Em São Gonçalo a instituição já existe há anos mas em 2016 conseguiu oficializar a documentação. Ela atua em ações de socorro como enchentes, tragédias, ajuda humanitária em geral. Inclusive, ao longo da pandemia, arrecadou mais de dez toneladas de alimentos para distribuir aos moradores das áreas mais carentes da cidade.

“A Cruz Vermelha Brasileira filial São Gonçalo é muito atuante na cidade. Neste momento estamos arrecadando alimentos, água, produtos de limpeza e de higiene para serem doados aos pescadores que sofreram com incêndio e perderam seus materiais de trabalho. Já levamos roupas e estamos em constante contato para apoiar no que for possível”, informou o presidente municipal Márcio Araújo em referência ao incêndio que destruiu a Colônia de Pescadores no bairro Gradim no último dia 11.

Em Niterói a Cruz Vermelha também é atuante desde 2011 e conta atualmente com cerca de 150 voluntários cadastrados, sendo 40 ativos.

“É necessário participar de duas ações ao ano para receber o certificado de voluntário que é válido internacionalmente. Nosso principal lema é minimizar o sofrimento humano. Trabalhamos na área da saúde mas também atuamos em educação. Quando temos uma demanda, compartilhamos e aguardamos a disponibilidade de cada um. Durante a pandemia foram muitos trabalhos como distribuição de cestas básicas e itens de higiene”, explica Renata Cardoso, vice-presidente da CVB filial Niterói.

Já em Maricá a Cruz Vermelha foi criada em 2008, considerada utilidade pública, e atua fortemente nas questões do município. Por conta da pandemia todos os finais de semana é montada uma tenda na praia de Itaipuaçu para distribuição de kits contra a Covid-19.

“O nosso trabalho é silencioso com doação de remédios, cadeiras de rodas ajudamos em internações. A enchente de 2010 em Maricá foi algo que me marcou. Vi alagamentos graves e muitas pessoas foram afetadas. Isso para mim é viciante e ‘fazer o bem sem olhar quem’ é gratificante”, contou o secretário da CVB Maricá, Carlos Cunha.

Para se tornar um voluntário todos devem passar por um curso de formação institucional Curso Básico de Formação Institucional (CBFI) que conta com módulos como Panorama histórico da instituição no mundo e no Brasil, Protocolo de Segurança e Código de Ética e Suporte Básico de Vida.

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