Crise fecha mais de 100 lojas no Centro de Niterói

Wellington Serrano –

Levantamento do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas-Niterói) mostra que mais de 100 lojas de rua fecharam as portas em Niterói, no início de julho, no Centro. O aumento da violência e a crise econômica no estado estão entre os principais fatores da crise no setor.

O número representa um salto no início de julho deste ano. Cartazes com anúncios de aluga-se e vende-se são comuns na região. Os estabelecimentos que ainda resistem, veem o faturamento cair a cada dia. Segundo o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil, de fato, hoje, há uma grande quantidade de pontos comerciais fechados por toda a cidade.

“Isto se deve a dois grandes fatores. Em primeiro lugar, há a grave crise econômica nacional, que é ainda pior aqui no Estado do Rio devido à quebra da administração estadual e também da indústria naval, muito importante em nossa região. Isto resulta na redução do número de consumidores, além de implicar numa queda no poder de compra em geral. Em segundo lugar, e igualmente importante, há um outro fator, que é o altíssimo valor das luvas e aluguéis comerciais, que permanecem em patamares completamente fora da realidade. São cifras tão inviáveis que muitos comerciantes tendo que encerrar seu negócio, ou então mudar de localização, porque alguns dos pontos mais visíveis da cidade chegaram a patamares absurdos de aluguel. Os proprietários desses imóveis insistem em pretender cifras simplesmente fora da realidade. O resultado está aí, com centenas e centenas de pontos fechados”, lamentou.

O aumento da violência provocou o fechamento de vários bares e restaurante. Um dos exemplos é o tradicional Fragata’s Beer, na Moreira Cesar, que fechou suas portas após anos funcionando no mesmo ponto. Além do Fragata’s, outros restaurantes também fecharam as portas, como o caso do Bar Campeão, na Rua Comandante Queiroz.

Charbel Tauil diz que em meio a tudo isso, surgem ainda situações que, se não resolvidas, podem piorar. “É o caso da drástica alteração nas vagas para estacionamento próximo aos comércios da Região Oceânica, em função das obras viárias”, condenou.

Ele destaca que o comércio estabelecido naquela área depende, em sua imensa maioria, de consumidores motorizados. “É uma realidade completamente diferente do lojista que está estabelecido, digamos, na Zona Sul ou no Centro.

A equipe de A TRIBUNA confirmou que das 100 lojas fechadas o segmento campeão foi o dos restaurantes, com 12 estabelecimentos fechados entre as Ruas Barão de Amazonas, Cel. Gomes Machado, José Clemente, Dr. Celestino, Visconde Sepetiba, Saldanha Marinho, São João e São Pedro. Outros estabelecimento como Salão de Beleza, Bancos, Padaria, ótica e farmácias também sofreram com a crise financeira.

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