Crise faz niteroiense consertar equipamentos eletrônicos

Raquel Morais

Em tempos de crise, e grana cada vez mais curta, o jeito está sendo partir para a manutenção de itens como celulares, eletroeletrônicos, eletrodomésticos (linha branca), do que comprar produtos novos. Comerciantes confirmam o aumento da procura em várias lojas de manutenção e autorizadas.

A dona do All Fortech, em Icaraí, Sandra Silva, percebe esse aumento desde o ano passado. “A crise fez o niteroiense se adaptar e cada vez mais procurar meios para economizar. Se antes um telefone quebrado era rapidamente substituído, agora os pedidos de reparos são imensos”, comentou.

O universitário Jonathan Paula, 30 anos, se diz carta carimbada nesse assunto. “Sempre tem um jeito de ajustar os defeitos. Eu já consertei a tela do meu aparelho celular que quebrou. Depois eu consegui consertar a capa da bateria que estava completamente arranhada. Agora o alto-falante está ruim e seria o momento de trocar de celular, mas como ele funciona com o fone de ouvido, vou segurar mais uns meses”, exemplificou.

O comerciante Ricardo de Andrade, da loja Ricardo Acessórios, em Icaraí, também percebe um aumento, apesar de que há cerca de 10 anos a procura para consertos era um pouco maior. “As pessoas estão procurando essas manutenções principalmente em troca de tela, conector de bateria e conserto de alto-falante”, apontou. Os valores para conserto variam de R$ 100 a R$ 500 dependendo do problema.

A dona de casa Paula da Costa, 43 anos, também recorreu ao conserto do tablet do filho. “O conserto do tablet ficou em R$ 200 e mesmo assim vale a pena do que comprar outro novo. Colocamos película para evitar arranhões, usamos capinha de silicone para proteger de quedas e assim conseguimos aumentar a durabilidade dele”, finalizou.

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