Crise aumenta consumo de genéricos

Raquel Morais

Levantamento do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (Ifepec) mostra que 37% dos consumidores optam pelos medicamentos genéricos. Outros 32% não confiam nos remédios sem marca e 31% ficam divididos e compram os remédios pelo princípio ativo em algumas oportunidades. Em Niterói, o consumidor é menos desconfiado e a diferença do valor entre os medicamentos é o que impulsiona esse mercado.

Dos consumidores que foram às farmácias 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% levaram para casa exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos. “Os genéricos já venceram uma desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado e hoje já fazem parte das opções de escolhas dos consumidores, eles possuem um grande potencial competitivo por causa da economia que ele proporciona, sendo que os preços são fundamentais na escolha”, analisou Edison Tamascia, presidente da Febrafar.

A farmacêutica Nathália Queiroz percebe o aumento da venda dos medicamentos genéricos quando comparado com uns meses atrás. “Todo mundo está em crise e tem que apertar o dinheiro para conseguir passar o mês. A diferença dos valores dos medicamentos por marca e pelo princípio ativo é absurda. Essa questão faz toda a diferença na hora de finalizar uma compra”, apontou.

A especialista exemplificou o anti-inflamatório Nimesulida, nome do princípio ativo, que custa R$ 5,99; já o Nimesulid, que é o mesmo remédio, porém com marca patenteada, custa R$ 40, uma diferença de 567,77%. Já a Novalgina de 500mg custa R$ 18,60, enquanto a Dipirona Monohidratada, princípio ativo, custa R$ 3,99, economia de 366,16%. Ainda segundo a farmacêutica, um anticoagulante muito procurado é o Plavix de 75mg, que custa R$ 275, enquanto o Clopidogrel, a substância, custa R$ 24,99, a economia nesse caso seria de 808,72%.

De acordo com a pesquisa 45% dos consumidores acabam comprando produtos diferentes do objetivo inicial e a quase totalidade desses clientes buscavam economia. “É importante reforçar, porém, que o cliente não está indo contra a indicação médica, mas sim buscando uma alternativa real, sendo que o genérico possui a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem que o medicamento original”, complementou Edison.

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