Crise aumenta busca por aparelhos de rastreamento e seguros têm queda

O roubo de veículos caiu em 61% comparando os seis primeiros meses de 2016 com 2015, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Embora tenha havido uma queda, os números são alarmantes. De janeiro a junho desse ano foram registrados 357 roubos. Para se proteger, muitas pessoas optam por seguros veiculares. No entanto, a crise econômica está forçando os motoristas a adquirirem hábitos de segurança em meio à falta de dinheiro. De acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), atualmente circulam cerca de 60 milhões de veículos no país, mas apenas 17,5 milhões estão segurados e possuem algum tipo de rastreador veicular, o que representa cerca de 30% da frota.
Sem dinheiro para seguro, a alternativa é instalar alarmes, bloqueadores e rastreadores. Em Niterói, a procura pelos dispositivos de segurança aumentou em 30%. Dependendo do veículo, adquirir um seguro pode custar caro. Por isso os dispositivos de segurança podem sair muito mais em conta. A instalação de um alarme custa em média R$ 290, bloqueadores saem por R$ 120 e rastreadores R$ 140. Segundo Fernando Benguigui, 53 anos, empresário do ramo de dispositivos de segurança, muitas seguradoras também adquiriram o hábito de instalar esses equipamentos até mesmo para facilitar o encontro do veículo roubado.
“Muitas seguradoras resolveram instalar para facilitar o encontro identifiquei um aumento na instalação de alarmes em 30% do ano passado para esse ano. As pessoas estão sem dinheiro e precisam se proteger. Tive um cliente que foi roubado duas vezes e o rastreador ajudou a identificar o carro”, disse.
Para quem ainda não tem verba no orçamento para arcar com o custo dos rastreadores, a Superintendência de Seguros Privados aprovou em março deste ano, o seguro auto popular com objetivo de ampliar o número de proprietários cobertos no Brasil. Na modalidade “popular” é permitido fazer o conserto com peças usadas ou recondicionadas, vindas de empresas de desmontagem credenciadas, conforme a lei 12.977, que regulamentou os desmontes de veículos em todo o país em 2014.
O empresário Henrique Maciel, 35 anos, adquiriu rastreadores para carros de sua empresa por não está conseguindo pagar o seguro de cinco veículos.
“É difícil pagar seguro em tempos de crise. Coloquei rastreadores. Se roubarem algum carro fica fácil encontrar”, disse.

Como funciona seguro auto popular
O objetivo é colocar no mercado seguros com preços cerca de 30% mais baratos. Este tipo de modalidade vai permitir o uso de peças usadas ou recondicionadas no conserto, só não pode recorrer a peça usada em consertos que envolvem itens de segurança, como o sistema de freios, suspensão e cintos de segurança. A cobertura mínima para este tipo de seguro deverá ter indenização por danos causados ao veículo por colisão, mas deve incluir também danos parciais. Não serão permitidos pacotes apenas com indenização integral. Segundo Jaime Garfinkel, interino da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, o mercado de seguros automotivos ainda tem muito para crescer este ano. “51,9 milhões de veículos com mais de cinco anos de uso não têm seguro. É um mercado que pode passar a ser explorado a partir do seguro popular, que deve ser realidade em 2016.

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