Crianças fazem a festa “correndo atrás” dos doces

Augusto Aguiar
Aline Balbino

Há quem diga que a tradição de distribuir doces no Dia de São Cosme e São Damião está diminuindo a cada ano que passa, mas quem mantém o hábito há vários anos não está muito preocupado, principalmente os devotos. Mas mesmo aqueles que não são e gostam de distribuir balas e doces no dia 27 de setembro, mantém a lembrança da data festiva. Nesta terça-feira (27), em vários pontos do Rio, Niterói e São Gonçalo as crianças fizeram a festa ganhando doces e muitas tiveram de caminhar por longas distâncias para alcançar o objetivo. As crianças estavam por toda parte. Os motoristas tiveram de ter cuidado redobrado nas ruas.

Em Niterói, por exemplo, muitas crianças na ânsia de ganhar um saquinho de doces percorreram a orla de São Francisco, na Zona Sul. Na Zona Norte, a Alameda São Boaventura apresentou grande movimento de crianças acompanhadas de seus pais, muitas ainda no colo de seus responsáveis. Às vezes, ocupantes de veículos paravam para abordar essas crianças e entragá-las sacos de doces. “Acho que a tradição da festa está diminuindo com o tempo, mas ainda tem seu encanto. Já corri muito atrás de doces quando pequeno. No subúrbio do Rio e em muitas comunidades mas humildes a tradição ainda se mantém. Acho que não acaba não”, afirmou Carlos Magalhães, de 65 anos, morador do Fonseca.

Em São Gonçalo, além da procura pelos doces nas ruas, locais considerados tradicionais voltaram a distribuir doces, como na quadra da Escola de Samba Porto da Pedra, que pelo 10º ano seguido fez a alegria da crianças, batendo inclusive a marca de três mil saquinhos de doces entregues no ano passado. De acordo com a assessoria de comiunicação da agremiação, a tradição é mantida por conta da devoção de muitos componentes da escola, que procuram a quadra para fazer a distribuição. Na tarde de ontem crianças de todas as idades se aglomeraram na porta da escola de samba na ânsia de conseguir um dos muitos saquinhos distribuidos. “”Foi um sucesso! Atingimos a meta. Ano passado, distribuímos cerca de 3000 saquinhos e este ano ultrapassamos.”, disse o diretor geral de harmonia da Porto da Pedra, Amauri de Oliveira.

A pequena Natalia Gomes, de 5 anos, ostentou três sacos abarrotados de balas e pirulitos e a saga continuou por toda a tarde de ontem. O Funcionário público José Alberto, de 54 anos, abriu as portas de sua casa para distribuir brinquedos e doces. A ideia era fazer a alegria de aproximadamente 600 crianças.
“Eu faço isso há mais de 25 anos e para mim é uma alegria. Todo ano tem fila na minha porta e a cada dia aumenta mais”, disse.

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