Criada comissão para atenuar a crise nos transportes do estado

Em função da ameaça de colapso no sistema de transportes do estado, foi criado, por meio de decreto publicado no Diário Oficial, o Comitê Administrativo Extraordinário de Transportes – Covid-19. O grupo ficará responsável por estudar e propor medidas administrativas para atenuar os problemas financeiros das concessionárias de transportes, causados pela baixa circulação de passageiros durante o período de isolamento social, devido à pandemia.

“Vamos acompanhar de perto a situação das concessionárias que atendem barcas, metrô, trens e ônibus interestaduais, possibilitando a continuidade de operação desses transportes. A população não pode ser prejudicada”, afirmou o secretário da Casa Civil e Governança, André Moura. Com a aprovação do Projeto de Lei Federal que vai destinar recursos financeiros à mobilidade urbana, também será atribuição do comitê estabelecer o critério de divisão de verba de qualquer aporte emergencial de recursos financeiros destinado ao sistema de transportes, assim como planejar, acompanhar e controlar órgãos e entidades da administração estadual no cumprimento de contrapartidas exigidas pela União.

“Trata-se, sem dúvida, da maior crise no transporte público no mundo, pelo menos nos últimos 50 anos. Um cenário tão adverso tem motivado ações de cooperação intergovernamental em diversos países. No caso do Brasil, esse socorro do Governo Federal pode oferecer uma oportunidade única de refundar o transporte público coletivo, com novas diretrizes para o setor”,  explicou o secretário de Estado de Transportes, Delmo Pinho.

O Comitê Administrativo Extraordinário de Transportes – Covid19 responderá diretamente ao governador Wilson Witzel e será presidido pelo secretário de Estado da Casa Civil, André Moura. Participam do grupo os secretários de Transportes, Delmo Pinho; de Acompanhamento das Ações Governamentais Integradas da Covid-19, Flávia Barbosa; de Planejamento e Gestão, Bruno Schettini; de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Lopes; de Fazenda, Guilherme Mercês, e o procurador-geral do Estado, Reinaldo Frederico Afonso Silveira.

Nessa semana, a concessionária CCR Barcas informou que o serviço pode entrar em colapso, já que durante a pandemia o movimento de passageiros por dia despencou de 75 mil para 11,5 mil, o que significa queda na demanda de 85%. De acordo com a concessionária, está previsto para esse ano um prejuízo de cerca de R$ 150 milhões, se não ocorrer uma ajuda financeira. De acordo com João Daniel Marques, diretor-presidente da CCR Barcas, quanto a questão do caixa, a concessionária pode ter problemas a partir do mês que vem.

Segundo a concessionária, na linha Araribóia (Niterói- Rio-Niterói), houve uma queda de 86% na demanda de passageiros, de uma média diária de 65 mil para 9 mil. A linha Charitas está fechada, por conta do Decreto do Governo do Estado para o combate ao coronavírus. O diretor-presidente da concessionária, João Daniel Marques, afirmou que a pandemia trouxe impacto ao setor de transportes e que algumas linhas podem ter problemas.

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