Cresce procura por seguro de telefone celular

Raquel Morais

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg) apontou aumento de 8,8% no primeiro quadrimestre de 2017 de aquisição de seguros. O superávit engloba a proteção veicular, de vida e também de eletrônicos, como os aparelhos celulares e tablets. Especialistas do setor confirmam esse positivismo, mas comentam também a instabilidade econômica e política que podem prejudicar as aquisições.

O corretor Diogo Oliveira, da Record Corretora de Seguros, ampliou nos últimos dias a grade de atendimento, justamente pela procura dos segurados para essa proteção, que gira em torno de 20%. “Avaliamos a demanda e resolvemos expandir esse serviço. De cem pessoas que mandamos a sugestão do seguro, vinte fecharam e a procura está grande. Começamos a fazer essa proposta por conta do alto índice de roubo de aparelhos eletrônicos. E não são só celulares que estão sendo assegurados, cresce também as apólices de tablets, nootbooks e equipamentos fotográficos”, explicou o especialista.

Os dados foram levantados pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) que, segundo nota, os roubos de celulares segurados em todo o país tiveram um aumento de 64,6% entre 2015 e 2016. A região que apresentou maior aumento de ocorrências no período foi o Nordeste com 106,8%, seguida da Região Sul, com 73,6%, e a Região Sudeste, em terceiro, com aumento de 63%. Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro de Garantia Estendida e Afinidades da FenSeg, Ana Paula de Almeida Santos, os celulares e smartphones deixaram de ser somente um meio de comunicação de voz e passaram a ter um papel essencial no dia-a-dia, sendo um bem de alto valor tecnológico, com alto preço e que ainda traz enorme valor agregado ao modo de vida da sociedade em geral. “Não usamos somente para nossas tarefas de trabalho, como responder e-mails e trabalhar em arquivos, mas para transações bancárias, monitorar nossa saúde e exercícios, para lazer com leitura, jogos, filmes e músicas, e incluindo compras por aplicativos”, afirmou.

Entre as exigências, o valor mínimo do aparelho deve ser de R$ 500, menos de um ano de uso e nota fiscal. E as coberturas são para danos físicos, elétricos e contra roubo e furto. “Acho que vale a pena esse seguro dependendo do valor do aparelho e do valor que tem que ser pago mensalmente”, comentou um niteroiense que não quis se identificar. “Os valores são feitos iguais os seguros veiculares e levam em conta endereço de moradia, local de trabalho, se a pessoa usa transporte público ou particular, por exemplo”, acrescentou Diogo.

O presidente da Cnseg, Marcio Coriolano, ressaltou que é preciso atenção para os sinais de instabilidade política que podem reduzir o grau de confiança no Brasil, e, em sua esteira, o apetite pelo investimento; comprometer o andamento das grandes reformas que também alcançam o nosso setor, e, tão importante quanto, retirar o foco das autoridades reguladoras do setor no impulso de produtos e serviços que ampliem o acesso de amplas camadas da população à proteção securitária.

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