Cresce procura por hostel na cidade de Niterói

Com quartos, banheiros e cozinha compartilhados pelos hóspedes, eles não têm o rigor dos hotéis e são ainda mais informais que as pousadas, numa espécie de extensão de casa. E o negócio se mostra tão atraente principalmente em uma cidade cheia de cartão “postais” como Niterói, o número de hostels e café e cama está aumentando.

Segundo a Niterói, Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), a cidade de Niterói possui aproximadamente 1.080 unidades habitacionais (quartos) e 2.300 leitos, consta com uma rede hoteleira ampla com todos os tipos de meios de hospedagem. Especificamente, Niterói conta com 6 unidades, somando 33 unidades habitacionais (quartos).

“Houve um aumento no número de estabelecimentos registrados na Neltur entre 2018 e 2019, com a criação da Lei dos Hotéis, novas redes se instalaram como a Best Western, em Icaraí. Em especial, a Região Oceânica e na Zona Sul concentram novos hostels e pousadas, onde a ocupação foi de 100% no último Réveillon”, disse o presidente sa Neltur, Paulo Novaes.

Segundo ele, em levantamento feito pelos Centros de Atendimento ao Turista (CATs) de Niterói, foi verificado que há turistas em Niterói vindos de todas as partes do mundo, além de outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

“Grande parte dos turistas são estrangeiros. Eles vêm da Alemanha, Chile, Bélgica, México, Coréia do Sul, Canadá, Guatemala, Rússia, Itália, Espanha, Inglaterra, Moçambique, Noruega, Portugal e Turquia”, ressaltou Novaes.

Aos donos e gerentes dos hostels cabe mostrar que, além do turismo de negócios, a cidade sorriso guarda uma rica vida noturna e cultural. “Nós apresentamos uma cidade conhecida só por quem mora aqui”, diz Michael Rodrigues, de 26 anos, proprietário do Brasileiranza Hostel, aberto há oito anos no Bairro Boa Viagem, na Zona Sul de Niterói. Ele é recomendado por estudantes da Universidade Federal Fluminense, turistas paulistas e argentinos e até colombianos. “Aqui temos fácil acesso tanto para o mar da Zona Sul quanto para o Centro. Aqui a ordem é fazer com que o cliente se sinta em casa”, ressaltou Michael.

Como estilo “low cost” de hospedagem o Brasileiranza atrai muitos jovens, principalmente na faixa dos 20 aos 30 anos. “Alguns hostels procuram aliar estada a diversão, aqui as pessoas procuram viagem com custo acessível e ambiente interativo”, disse Michael que, nos últimos dois anos, calcula um crescimento de 45% na demanda. “Temos reserva de ambientes para coletivo e suítes casais no valor que varia da suíte, que custa R$ 182,00 com café, coletivo a partir de R$ 60,00 e coletivo exclusivo R$ 120,00”, revelou.

De acordo com os chamados “party hostels”, com ambiente criativo e descolado, o DZ9, localizado na Rua Presidente João Pessoa, em Icaraí, tem essa proposta. Aberto há dois anos, em uma casa da década de 40, na sala de estar tem uma prancha de surf, computador com internet gratuita e muito artesanato. “O objetivo do albergue é integrar os hóspedes. Muitas pessoas viajam sozinhas, seja para trabalho ou turismo. Aqui eles se conhecem e acabam seguindo juntos na viagem”, conta o proprietário, André Vieira, de 48 anos. Ele deixa os hóspedes tão à vontade que até a vizinhança manda os clientes.

O carioca Vinicius Oliveira, com 15 anos, é jogador de futebol e passa por uma peneira no Clube de Regatas Botafogo. Depois do treino e do coletivo, chega ao hostel para descansar. “Eu gosto de design e o hostel do André é um ótimo lugar”, conta o atleta. Cercado por altos edifícios residenciais, o hostel é um pedacinho de tranquilidade no agitado bairro.

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