Cresce criação de empregos no Leste Fluminense

A criação de empregos com carteira assinada em Niterói praticamente ficou no mesmo lugar, na comparação com 2019 e 2018, é o que mostra os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).A cidade da região que teve o melhor saldo (total de contratações subtraído dos demitidos) foi Maricá, com quase 12% positivo. No somatório de todos os municípios do Estado, o Rio ficou com variação pouco abaixo do 1%, com um saldo positivo de 25.472.

Os últimos dados do Caged são referentes a novembro, mês que Niterói gerou 4.180 empregos, contra 3,228 demissões (uma variação de 0,66%). Maricá registrou números melhores, uma variação de 1,2% (673 contratações contra 465 demissões) Quem ficou com saldo negativo no penúltimo mês do ano foi Itaboraí, que teve mais demissões (987) do que admissões (914), registrando variação de -0,30%.

Apesar do número negativo de Itaboraí, no acúmulo anual registrou variação positiva, de 7,14%. Niterói teve variação de 0,01% tendo saldo de apenas 19 empregos (com 44.834 contratações e 44.815 demissões). Além destas duas cidades todas as da região – Maricá, São Gonçalo e Rio Bonito – também contabilizaram variação positiva, segundo o Caged.

O setor que levantou as criações de emprego no Estado foi o de Serviço, que em 2019 abriu 594.907 vagas. O segundo setor que mais abriu vagas foi o Comércio, com 302.670 admissões. Analisando apenas o mês de novembro, o setor que mais perdeu foi o da Construção Civil, que teve variação negativa de -0,71% (com 5.851 admissões, contra 7.028 demissões), fechando 1.177 vagas de emprego do setor.

As 10 funções que mais abrem postos de trabalho

Um levantamento do Banco Nacional de Empregos (BNE), que conta com mais de 21 milhões de currículos em sua base de dados, mostrou que a função que mais contratou – tanto entre temporários quanto em vagas fixas – foi a de vendedor, com 103,6 mil admissões. Na sequência, vieram vendedor externo (58,6 mil contratações), auxiliar administrativo (50,4 mil), representante comercial (46,1 mil), auxiliar de serviços gerais (40,7 mil), recepcionista (39,6 mil), atendente (34,2 mil), consultor de vendas (30,3 mil), auxiliar de cozinha (27,1 mil) e auxiliar de produção (24,9 mil).

De acordo com os dados do BNE, atualmente existem 415 mil vagas disponíveis no país em 138,5 mil empresas. A força do varejo é demonstrada pelo número de trabalhos formais criados em outubro: dos 70,8 mil postos de trabalho abertos no mês segundo o Caged, 43,9 mil são do comércio. “Percebemos esse mesmo movimento no setor de temporários. A partir de setembro, começam as contratações para suportar essa demanda de natureza periódica ou sazonal do fim de ano”, explica o vice-presidente da Asserttem e presidente do Grupo Employer, Marcos de Abreu.

De acordo com Abreu, as perspectivas para 2020 são ainda mais otimistas para os postos de trabalho temporários, especialmente com as projeções de retomada da economia. Diversas pesquisas apontam que a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 está na ordem de 2,2%. “Nota-se que a maior parte das admissões está nos segmentos do varejo e de serviços. Esses setores estão diretamente relacionados ao consumo das famílias, que aumenta com o otimismo e também com a retomada dos empregos. Um fator acaba puxando o outro”, opina Abreu.

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