Cozinheira delivery cai no gosto dos niteroienses

Raquel Morais –

Muitas pessoas, com pouco tempo de sobra, buscam alternativas para manter uma alimentação balanceada. Uma das soluções é a cozinheira delivery, profissional que vai até a residência do cliente e prepara a comida para semana toda. Praticidade, amor e respeito aos alimentos são marcas registradas da profissional, que divide o tempo na agenda e monta os cardápios de acordo com o gosto do cliente. A cozinheira Márcia Leidersnaider, de 29 anos, é exemplo dessa nova categoria.

A jovem sempre trabalhou com administração de condomínios e após a gestação da filha precisou de um complemento na sua renda.

“Comecei fazendo comida congelada em casa e entregando na casa do cliente. Depois passei a trabalhar com ‘quentinhas’ entregando somente no Centro de Niterói até ter a ideia de me tornar o meu próprio produto”, comentou.

Após estudar sobre a modalidade, Márcia passou a oferecer o serviço de cozinheira delivery.

“Vou na casa do cliente, converso sobre o cardápio e falo para ele escolher oito pratos diferentes entre carne, peixe, frango, massas e acompanhamentos. Dou a lista do material que preciso e no dia combinado chego por volta das 8h e vou embora quando tiver tudo pronto, arrumado, lavado e guardado”, frisa Márcia, explicando que a diária rende em torno de 23 quilos de comida ou 40 porções individuais.

Márcia afirma que trabalha com amor pela comida, principalmente, sem desperdícios.

“Não podemos pensar em jogar comida fora e todo o serviço é feito aproveitando tudo dos alimentos. Cozinhar é uma arte e desde pequena eu tenho essa paixão. Hoje vivo disso e consigo sustentar a minha filha, o que me deixa muito orgulhosa”, observa.

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório que apontou que 61% dos brasileiros descartam até dois alimentos em perfeito estado por semana.

“Na cozinha clássica não se perde nada. Um bom chef de cozinha tem que controlar isso diariamente. Esse é o nosso dia a dia durante os dois anos de duração dos cursos”, comentou André Otero, chef responsável pela metodologia de ensino da rede de escolas de gastronomia Instituto Gastronômico das Américas.

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