Covid iguala-se a 30% das mortes antes da pandemia

Caixa diz que calendário do novo auxílio emergencial está pronto

O calendário de pagamento da nova rodada do auxílio emergencial está pronto, anunciou, na quinta-feira (18), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. As datas de pagamento, no entanto, dependem de validação do presidente Jair Bolsonaro, que entregará ao Congresso Nacional as medidas provisórias que autorizam a retomada do benefício social.

Em entrevista coletiva para explicar o lucro de R$ 13,169 bilhões do banco em 2020, Guimarães informou que, desta vez, a instituição financeira está mais preparada tecnologicamente para retomar o pagamento nas agências e por meio do aplicativo Caixa Tem, de modo a evitar aglomerações.

“Do ponto de vista técnico, estamos preparados desde 2020, fazendo esse equilíbrio entre o pagamento nas agências e no digital, tendo como objetivo básico ajudar as pessoas a receber os recursos e evitar aglomeração”, declarou Guimarães.

Ele explicou que o pagamento a 45,6 milhões de beneficiários seguirá o modelo adotado no segundo semestre do ano passado, com calendários escalonados para os trabalhadores informais e com o cronograma habitual do Bolsa Família para os participantes do programa social.

Recentemente, o banco anunciou a contratação de 5.570 empregados e terceirizados para reforçar o atendimento em todo o país e de 87 técnicos em Tecnologia da Informação (TI) para trabalharem no Distrito Federal. O banco também pretende abrir 76 agências neste ano, das quais 52 nas regiões Norte e Nordeste. Para essas novas unidades, o banco contratará 506 profissionais.

Segundo Guimarães, a abertura das unidades deu prioridade às áreas menos desenvolvidas do país. “Além disso, 52 [novas agências] estarão nas regiões Norte e Nordeste, que são regiões mais carentes. E, em especial, Pará e Maranhão, cada um recebendo 16 novas agências”.

Covid iguala-se a 30% das mortes antes da pandemia

Manaus 13 05 2020-Sepultamentos de pessoas de baixa renda, no cemitério N.S. Aparecida em Manaus (Foto: Fernando Crispim/Amazônia Real)

Se o Brasil já vem apresentando um baixo índice de crescimento populacional, limitado a 1,07% contra os 4% até a década de50 do século passado, o Recenseamento Geral em fase de preparação vai surpreender com os dados a serem coletados.

Antecedendo a chegada do coronavírus, até novembro de 2019, foram registradas 1,1 milhão de mortes em todo o país. Já no ano seguinte, com a sequência de mortes provocadas pela Covid-19 após o começo de março do ano passado, o indicador saltou para 1,3 milhão de óbitos, com mais ou menos 20% decorrentes da doença mundial.

Os óbitos registrados no cenário nacional, decorrentes da Covid, equivalem à extinção de todas as vidas da nona cidade mais populosa do Estado do Rio (Petrópolis). Os casos, nestes 75 dias do atual ano, representam quase 50% dos registros de 2020.

Não conseguimos dados oficiais, mas a experiência da vivência dos repórteres deixa crer não serem necessariamente os mais idosos as maiores vítimas fatais. São as pessoas acima dos 18 e pelo menos até os 60 anos, integrantes da nossa “força de trabalho”, com menos chances de aderirem ao pleno isolamento social; e as camadas mais pobres, especialmente as que convivem em grandes aglomerados populacionais, além de jovens menos cautelosos.

Nota-se que a população pobre é a que menos usa máscaras e não adota ou não pode adotar medidas sanitárias corretas.

Menos nascimentos

Outro fator marcante é a redução do número de nascimentos.

O medo da infecção hospitalar é uma das causas, com diminuição até dos exames pré-natal.

No ano passado os cartórios de registros civis indicaram 9.210 nascimentos e 7.173 óbitos, com saldo positivo de 2.037 vidas, bem abaixo do 1%, mas apenas 0,4%.

No Rio de Janeiro foram 195.619 nascimentos e 172.652 óbitos, saldo de apenas 12, 9 mil diante de uma população de 6,5 milhões de pessoas.

Março, como fevereiro

Este mês é um dos mais duradouros dos anos, mas o ano 2021 vai torná-lo equivalente ao mais curto. Fevereiro encerrou o ciclo de dias úteis na sexta-feira, 26, e março deve encerrar as atividades também numa sexta-feira dia 26.

As autoridades estão decidindo um “lockdown” para começar no último dia quaresma, ou seja, na véspera do Domingo de Ramos, representativo da entrada de Jesus Cristo em Jerusalém.

A proposta é manter o isolamento total até a segunda-feira, após o Dia da Páscoa, celebração da Ressurreição de Cristo.

Oficialmente só é feriado na Sexta Santa, com ponto facultativo, na quinta-feira Santa (1º de abril)

Do peixe ao chocolate

Há muita polêmica em torno do assunto provocado pela grave expansão da pandemia.

Para o comércio há dois fatores relevantes: a restrição do consumo de carne vermelha e sua substituição pelo pescado, e a tradição do consumo de ovos de Páscoa, símbolos da nova vida anunciada por Cristo.

Já o mercado de hospedagem confia que muita gente vai buscar o interior, com menos índices de infecção e preparado para responder aos visitantes com adequadas medidas sanitárias e com limitação da capacidade de acolhimento.

No ano passado a iniciante pandemia não apresentava o gráu de tragédia que estamos vivendo em março deste ano.

O bom Renatinho

Havia uma torcida muito grande pela recuperação da saúde de Gezivaldo Renatinho Ribeiro, o Renatinho, que, vítima da paralisia infantil quando criança, tornou-se vendedor de panos de prato na esquina das ruas Gavião Peixoto com Pereira da Silva que, pela sua dedicação e amor às pessoas, tornou-se vereador pelo PT, em 2004, exatamente num bairro de classe média.

Reeleito com quase o dobro dos votos (4.402) já pelo PSOL, não abandonou o posto mas a Prefeitura entendeu que, sendo vereador, não teria direito ao tradicional ponto.

Voltou ase submeter ao julgamento popular e sua votação pulou para 6.304 manifestações de reconhecimento a quem era trabalhador e de comportamento elevado, apesar da deficiência.

Jamais se envolveu em uma destas situações que desmerecem a classe política, mesmo atuando num partido radical.

Os novos caminhos

Na eleição seguinte a estrondosa votação de Talíria Petrone mudou o quadro no partido. Ficou como suplente, mas a titular foi eleita deputada federal e ele assumiu.

Agora, com o desgaste do PSOL, foi suplente, superado por um jovem e também respeitado professor e ficou na suplência até entender ter chegado a hora de buscar outro partido identificado com os Direitos Humanos e as camadas populares e nacionalistas, como o PSB.

Criada a Secretaria de Direitos Humanos, o prefeito Axel Grael viu nele as qualidades de uma pessoa competente para a missão, convocando-o para o cargo de subsecretário de Direitos Humanos.

Está seguindo, agora, para um caminho mais elevado, na antevéspera da Semana Santa.

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