Costão de Itacoatiara receberá menos visitantes em janeiro

Aline Balbino

A partir de janeiro entrarão 200 pessoas por vez no Costão de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói. A medida visa a diminuir os impactos ambientais causados pelo homem na Serra da Tiririca. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o estudo feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), para avaliar a situação do parque, foi concluído no final de novembro. Após meses de análises, ficou decidido que haverá limitação de visitantes. Além disso, nos próximos dias, equipes do Clube Niteroiense de Montanhismo irão instalar cercas de ferro na área de flora na Enseada do Bananal, também no Costão. O objetivo é limitar a passagem de frequentadores que estariam destruindo a vegetação nativa.

No último feriado de 7 de setembro o Inea contabilizou mais de dois mil visitantes no Costão. Segundo Marcos Lima, que faz parte da equipe de montanhistas, serão 20 metros de cabo que cercarão uma parte da flora no Bananal. As cercas foram doadas pelo clube e aprovadas pelo Inea.
“A ideia é isolar a área porque muitas pessoas estão visitando o local, mas sem preocupação com a vegetação local. Tem áreas que estão degradadas, destruídas porque as pessoas estão retirando as plantações dali. É preciso ter consciência ambiental. Limitar o número de visitantes é primordial. Caso contrário, em meses o Costão de Itacoatiara não será mais o mesmo”, disse.
Alguns moradores e frequentadores são a favor do novo modelo de visitação.

“Na semana passada havia 60 pessoas esperando para fazer rapel no Bananal. O Costão não comporta mais essa grande quantidade de visitantes desordenadamente. Tem que haver uma organização. As pessoas estão acabando com a fauna e flora locais”, disse o engenheiro Fernando Marques.

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