Corredores de segurança podem ser criados para universitários

Pedro Conforte –

Os constantes assaltos nas saídas das universidades de Niterói gera revolta em alunos e alerta em especialistas, que irão propor a criação de corredores de segurança no Centro de Niterói e de uma Ronda Universitária para aumentar o patrulhamento ao final das aulas noturnas. A proposta saiu da reunião de ontem do Conselho Comunitário de Segurança, motivada pelo roubo de nove alunos na porta de uma universidade na noite da última terça-feira (28).

“Niterói se tornou um polo universitário. Por isso vamos nos encontrar com representantes das universidades do Centro e com o 12º BPM para definir a melhor estratégia. O objetivo é criarmos corredores, ruas que terão a presença policial para que sejam evitadas situações como a de terça-feira na Universidade Anhanguera. Além disso, vamos conversar com o poder público a possibilidade da expansão do horário do Niterói Mais Presente para esta região”, explicou o presidente do conselho, Leonardo Santiago.

De acordo com Santiago, os corredores contemplarão as vias mais utilizadas pelos estudantes como rota entre a faculdade e os pontos de ônibus. Nestas ruas o policiamento será reforçado. Os alunos seriam instruídos pelas instituições de ensino para utilizar esses corredores nos horários noturnos.

O assalto que motivou o projeto aconteceu na noite de terça em um ponto de ônibus em frente à Universidade Anhanguera, na Avenida Visconde do Rio Branco, no Centro de Niterói. De acordo com informações, o grupo de assaltantes chegou em dois carros. Armados, eles abordaram o grupo de estudantes, levando todos os pertences rapidamente. Alguns alunos, ao perceberem o assalto, correram, mas outros não tiveram a mesma sorte.

Em nota, a Anhanguera confirmou o caso.

“Entre os presentes estavam estudantes da unidade aguardando a condução após o término das aulas. Felizmente, ninguém foi ferido durante a ação. A instituição vai colaborar no que for preciso durante a investigação e reforça que mantém contato permanente com os órgãos públicos com o objetivo de solucionar os problemas relacionados à segurança do entorno do campus”.

Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre os criminosos. As vítimas registraram o caso na 76ª DP (Centro), que investiga o caso.

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