Corredor Metropolitano do Fonseca apresenta problemas

Raquel Morais –

Seis plataformas de embarque e desembarque e mais que o dobro de problemas. A matemática não falha: para cada plataforma visitada pela equipe de A TRIBUNA foram flagrados pelo menos dois problemas. Desnível no pavimento, ferros à mostra, raiz de árvore quebrando a calçada e grades de proteção deterioradas são alguns dos problemas registrados no Corredor Metropolitano da Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. A seletiva para coletivos foi inaugurada em março de 2010 e ainda divide opiniões.

Na estação Nossa Senhora das Mercês, o asfalto na pista sentido Fonseca está quebrado, principalmente no início da plataforma. Os pedaços de concreto ainda estão no local e não se sabe se a deterioração foi ação do tempo ou de alguma batida. O vidro da área da publicidade também está quebrado. Já na segunda estação, João Brasil, o ferro descascado do corrimão deixa a mão cheia de ferrugem, além de também estar com o vidro do letreiro de publicidade quebrado.

Já na terceira, a estação Bairro Chic, além da ferragem quebrada, a falta da lixeira chama atenção dos passageiros. Uma raiz de árvore oferece risco de queda para as pessoas, principalmente a pessoas com deficiência ou com limitações de locomoção. A cozinheira Telma Chaves é um exemplo desse perigo. “Eu uso bengala de apoio e tenho que andar muito devagar para não cair”, comentou. As irmãs Verônica e Francisca Furtado também reclamaram. “Temos limitações da idade e ainda temos que andar com muito cuidado para não levarmos um tombo. Em nossa idade um tombo pode ser fatal”, comentou Verônica.

Na quarta estação, Horto, um problema crônico já reportado por A TRIBUNA e que continua incomodando motoristas, comerciantes e moradores do entorno. Uma placa de ferro mal instalada faz barulho toda vez que um coletivo entra na pista seletiva, além das ferragens retorcidas. “Confesso que no começo ficava mais incomodada, mas parece que o ouvido acostuma e eu deletei esse som da minha cabeça”, comentou um morador do bairro que preferiu não se identificar. O problema identificado na estação Riodades foi em relação às ferragens quebradas em diversos pontos e na última baia, Getulinho, a falta da placa com a identificação chama atenção dos passageiros e motoristas que passam pelo local, além da depredação do corrimão de apoio.

A Prefeitura de Niterói divulgou que a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) informou que os reparos no Corredor Metropolitano são realizados sempre que necessários. A vistoria do local seria feira ontem mesmo e a manutenção necessária incluída na programação. O valor gasto nos reparos realizados no corredor, assim como em toda a cidade, faz parte do orçamento anual da Seconser. Quanto aos abrigos, a secretaria já acionou a concessionária responsável para que realize a manutenção necessária. É importante ressaltar que o consórcio conta com uma equipe que diariamente realiza a retirada dos cartazes fixados irregularmente nos abrigos do município.

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