Corredor BHLS de Niterói, no túnel Charitas-Cafubá, pode virar área de lazer aos domingos

O corredor do sistema BHLS (Bus with High Level of Service), que liga os bairros de Charitas e Engenho do Mato passando pelo túnel Charitas-Cafubá, em Niterói, pode ser transformado em área de lazer aos domingos. O projeto é do deputado estadual Felipe Peixoto (PSD), que acaba de apresentar uma indicação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) solicitando a interrupção da circulação de ônibus no corredor neste dia da semana. Sem o tráfego de veículos, a via poderá ser utilizada oficialmente para a prática de atividades físicas, como caminhadas e, em especial, o ciclismo, beneficiando não só moradores da Região Oceânica, mas de toda a cidade.

“Aos domingos quase não há circulação de ônibus nesse corredor. Podemos então aproveitar o espaço para estimular a prática de atividades físicas, principalmente o ciclismo. Nesse um ano de pandemia ficou mais do que provado que o esporte é essencial para ajudar a manter a saúde física e também a mental. E como o projeto da Transoceânica não contemplou a região com ciclovias, uma saída pode ser o uso do corredor, pelo menos, aos domingos”, adianta Felipe Peixoto, autor da lei inédita do Estatuto da Bicicleta que em maio completa dez anos.

Praticante do ciclismo, o publicitário Rodrigo Duarte, 29 anos e morador do Fonseca, Zona Norte de Niterói, apoia o projeto do deputado. Ele conta que passou a pedalar como esporte há um ano, por conta da pandemia que causou um boom no mercado de bicicletas. Tanto que em julho de 2020 ele começou a trabalhar em uma loja de bikes em São Francisco, Zona Sul da cidade.

“Sempre andei de bicicleta, e com a pandemia passei a treinar para competir. Ter aquele corredor livre um dia inteiro será maravilhoso. Teríamos segurança, pois em muitos pontos que treinamos há riscos tanto para ciclistas como para quem está nos veículos ou caminhando. Hoje temos que disputar espaço na rua, e no conflito o menor sempre leva a pior. E o menor neste contexto está sempre na bicicleta. Além da falta de ciclovias seguras falta uma ação educativa da prefeitura, de conscientização de uso dos espaços, o que poderia acontecer até nesse corredor, que serviria ainda para as famílias passearem de bicicleta… Ali é largo e tem dois sentidos, uma área muito boa para pedalar e que comporta todo mundo sem conflitos. Estou torcendo para esse projeto ser aprovado” diz Rodrigo.

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