Corpo encontrado pode ser de motorista de aplicativo desaparecido

O corpo de um homem não identificado, encontrado por moradores, na praia da Barra de Maricá, na quarta-feira (28), pode ser o do motorista de aplicativo até então desaparecido, Alan Porcell, de 33 anos. A última vez que se teve notícia sobre ele foi na noite do último sábado (24), quando passava por Niterói, e havia informado à familiares que estaria indo para sua casa, no município de Magé.

Segundo a esposa de Alan, Taísa Lima, durante a quinta-feira (29), um irmão do motorista de aplicativo percorreu os hospitais de Niterói e São Gonçalo na busca por informações. Ao se dirigir à sede do Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC) do bairro do Barreto, Niterói, ele teria sido informado sobre o corpo sem identificação encontrado na Barra de Maricá. Ao examinar o corpo, o irmão do motorista teria observado características físicas semelhantes existentes entre o corpo encontrado na Barra de Maricá e o de Alan.

Em seguida, o familiar se dirigiu ao Setor de Descoberta de Paradeiros, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), responsável pela investigação do caso, onde foi informado sobre a necessidade de realização de um exame de DNA para confirmar a identificação do corpo.

De acordo com informações da PM, o corpo encontrado na Barra de Maricá foi localizado por moradores que caminhavam na praia, por volta das 8h. A polícia foi acionada e agentes do 12º BPM (Niterói) se dirigiram ao local. O corpo se encontrava em avançado estado de decomposição e, segundo relatos de moradores, apresentava marcas de perfurações que podem ter sido causadas por disparos de arma de fogo. Após a perícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Barreto, em Niterói. O caso foi registrado na 82ª DP (Maricá).

LIGAÇÕES E AMEAÇAS

Após o desaparecimento de Alan, a família passou a receber ligações de supostos bandidos, que afirmavam serem os responsáveis pelo sequestro do motorista de aplicativo.

Além disso, a esposa do motorista também teria recebido um áudio, em que supostos traficantes do bairro do Pita, em São Gonçalo, bairro de origem de Alan, supostamente teriam dado ordem para que os moradores da localidade que haviam compartilhado o cartaz comunicando o desaparecimento do motorista em suas redes sociais, removessem imediatamente a publicação.

CASO ANTERIOR

No mês de abril, Um motorista de aplicativo, identificado como Bruno Antunes, de 30 anos, foi encontrado morto após aceitar um pedido de corrida de um passageiro no bairro Marambaia, em São Gonçalo.

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