Corpo de José Chacon é sepultado em Niterói

Pedro Conforte –

Dezenas de pessoas se reuniram ontem para dar o último adeus ao engenheiro José Chacon de Assis. O ex-presidente do Crea/RJ foi velado no plenário da Câmara Municipal de Niterói. Coroas de flores de várias representatividades como Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro, Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro, Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos, entre outras, mostravam como José Chacon era querido por todos. Ele foi sepultado no fim da tarde no cemitério Parque da Colina, em Pendotiba.

“Nesse velório eu percebi que ele era muito maior do que eu imaginava. Recebo carinho de pessoas que nem conhecia e muitos amigos estão ajudando nesse momento. Ele deixou muitas marcas em diversas áreas como a cultura, economia, política e etc”, desabafou Márcio Almeida Assis, de 44 anos, filho do engenheiro.

José Chacon tinha completado 69 anos no último dia 3 de janeiro e deixa esposa, quatro filhos e dois netos. Chacon atuava em questões sociais e ambientais há mais de 40 anos, Como engenheiro, trabalhou em diversas empresas em todo o país. Na política, Chacon foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e participou da luta pela anistia, pelas Diretas Já e por uma Nova Constituição para nosso país. O ex-presidente do Crea/RJ faleceu na última terça-feira à noite em Brasília, vítima de atropelamento, enquanto corria.

“Ele era um ser humano com uma cultura sem igual. Valorizava os profissionais da área humana e de todas as outras áreas. Ele tinha uma vontade de viver imensa e isso que mais me machuca. Ele era muito amigo e no dia do acidente eu liguei muitas vezes para ele e estranhei que ele não me atendeu e não me retornou, como de costume. À noite fiquei sabendo do ocorrido. Estou profundamente triste”, lamentou a viúva, Silvia Passos.

O vereador Paulo Eduardo Gomes contou que conheceu José Chacon durante a faculdade e que desde aquela época o engenheiro era muito ativo e engajado.

“É uma perda afetiva muito grande. Nos formamos quase juntos e lembro que quando entrei na faculdade ele já era engajado no diretório acadêmico. Ele era muito ativo e participou de muitos projetos importantes para o país. Foi uma morte estúpida um homem tão atento aos transportes, por exemplo, e ser atropelado”, declarou.

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