Coronavírus em pets estima cuidados

Raquel Morais

O Brasil registrou o primeiro caso de um animal infectado pelo vírus coronavírus, uma gata em Cuiabá, no Mato Grosso. O caso está sendo investigado pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da região, e reforça a importância da atenção com os pets, principalmente com os gatos. Especialistas dão algumas dicas de como proceder em caso da doença em humanos, para evitar o contágios dos animais.

A veterinária Maria Helena Cosendey de Aquino, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), explicou que não é preciso ter pânico em relação à infecção dos pets pelo Sarscov-2. “Os cães não adoecem e não contaminam outros cães. Os gatos se infectam através dos seus tutores e apesar de poderem ter sintomas leves, não foi evidenciada a transmissão para nós humanos. Esses animais podem não apresentar sintomas nenhum ou eventualmente sinais respiratórios, secreção lacrimal e diarreia. Mas esses problemas são leves e passageiros”, concluiu.

A médica clínica geral, Dra. Ana Sodré, explicou que, em termos numéricos, é uma incidência baixíssima mas é preciso ficar atento. “Sou médica e mãe de pet e nos preocupamos com todos os tipos de infecções que podem contaminar os bichinhos. Ela tem quatro meses e não saiu de casa ainda até tomar todas as doses e ficar protegida das infecções mais comuns dentro do padrão veterinário de um filhote. Esse foi o primeiro caso da doença em pet e em termos epidemiológicos é muito pouco”, contou a especialista em epidemiologia.

Outra mãe de pet, a jornalista Luana Souza, tem um Golden Retriever e está atenta com as notícias que envolvem a contaminação em animais. “Eu tenho uma filha pequena e temos que ficar atentos com essas questões. A doença do coronavírus é muito nova e as coisas mudam do dia para o outro. Eu só tenho esse cachorro, que é a paixão da minha filha Giovana, e tenho que cuidar dos dois”, frisou.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá explicou que a gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) de Cuiabá orienta os doentes em isolamento domiciliar a manterem distância de gatos, pois eles são vítimas ainda que praticamente assintomáticos.

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