Coronavírus e Ansiedade

Luiz Antonio Mello

Uma falsa impressão de que não há futuro pela frente, que a luz no fim do túnel desintegrou, desapareceu, que essa pandemia não terá fim. Se você pensa assim, não se culpe. É absolutamente normal.

Segundo especialistas em corações e mentes, psiquiatras, neurologistas, psicólogos, e outros, essas ideações são comuns quando a realidade se apresenta de forma tão brutal, absurda e, pior, sem explicação como no caso desta longa crise do coronavírus.

Estamos todos sendo bombardeados de informações por todos os lados. Os que buscam o jornalismo profissional de qualidade são poupados do terror, dos boatos, das fofocas, dos rumores. Mas, e quem acaba caindo na cilada do jornalismo amador, ou das torpes “informações” entre aspas do WhatsApp, do Facebook?

A ansiedade é inerente ao ser humano. A ansiedade é causa de sentimentos muito ruins, mas poupa a nossa vida quando dispara o medo. Medo que pode nos salvar das ameaças reais. Leio na mídia de jornalismo profissional (bato nessa tecla) que muita gente está sentindo os sintomas do coronavírus, apesar de testar negativo para a doença.

Os especialistas recomendam que essas pessoas façam outro teste, em outro lugar e se confirmar negativo o que há é um transtorno de ansiedade. Saturado, cansado, estressado, o sistema nervoso central começa a produzir substâncias que detonam os tais sintomas.

A pessoa está impregnada de informações, muito impressionada, comendo e dormindo mal de tanta preocupação o que abre caminho para os distúrbios psicossomáticos.

De acordo com a médica psiquiatra espanhola Marta Marnet, especializada no tema, um distúrbio psicossomático ou doença psicossomática ocorre quando o estresse, síndrome de esgotamento, depressão, se transformam em problemas ou doenças físicas. Cerca de 25% dos adultos sofrem disso pelo menos uma vez na vida.

Os sintomas clássicos do distúrbio de ansiedade são: falta de ar, aumento da respiração; aumento da frequência cardíaca; tonturas e vertigens; problemas gastrointestinais; sensação de que algo ruim vai acontecer; problemas de concentração; medo constante; descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão; preocupação exagerada em comparação com a realidade; problemas para dormir; irritabilidade; pânico.

No caso dos sintomas “imaginários” de cornonavírus pode ser uma situação passageira resolvida de uma maneira simples. Por exemplo, evitar noticiários, sites, conversas sobre o assunto, assistir a filmes leves na TV, Netflix, Amazon Prime Video, etc., (já que estamos todos de quarentena), procurar bons livros e quando vier algum pensamento sobre a doença tentar mudar. Pensar em outra coisa, em um lugar, pessoas, momentos. Fora isso, procurar dormir bem.

Parece difícil, mas vale a pena tentar alimentação normal, fazer exercícios respiratórios de relaxamento. Sugestão: gosto deste exercício de relaxamento. Pegue o celular ou computador, deite e conecte aqui: https://bit.ly/3biwXB4

Quem acredita em Deus, tem fé, pode e deve fazer oração. A Bíblia diz que Deus adora os nossos fardos, que devemos deixar em Seus pés todo o peso que carregamos. Deus gosta quando pedimos a Ele, quando imploramos, quando falamos com Ele livremente, informalmente, verbalizando ou mentalizando. Portanto, leitor, leitora que crê, ore e peça, por exemplo, “Meu Deus, por favor, me livra desse mal, dessa doença, me livra das preocupações e da ansiedade.”  Converse.

Lilian Monteiro escreveu no jornal “Estado de Minas”:

“Pessoas de fé. Crentes a uma divindade. Agnósticos. Ateus. Não importa. Professando uma oração ou simplesmente conversando com um Deus, a força de uma prece ou de uma reza faz parte do ser humano e tem o poder de acalentar, apaziguar, encorajar, se autoconhecer, despertar a esperança e tornar a vida mais leve e o fardo do viver menos pesado.”

Caso você venha sentindo esses “sintomas imaginários” há mais tempo ou não consegue alívio, a medicinarecomenda consulta com um psiquiatra para resolver. Os distúrbios psicossomáticos não são doença grave, apenas atrapalham, prejudicam, e muito, o nosso dia a dia. Em geral o paciente se recupera plenamente quando é feito um tratamento adequado.

O mundo está sob pesado estresse porque é muito difícil conviver com a falta de perspectivas. O ser humano é movido pela esperança, pela evolução, pela certeza de um presente pleno e de um futuro melhor.

Em toda a história da humanidade jamais houve uma praga, peste, pandemia que não tenha passado. Por mais que nossos pensamentos busquem o pior, coronavírus vai passar, vem aí vacina (Israel começa a testar em junho), enfim, há solução sim.

Saúde!

Email: luizantoniomello@protonmail.com

One thought on “Coronavírus e Ansiedade

  • 18 de abril de 2020 em 16:23
    Permalink

    Parabéns pela abordagem!! Concordo que devemos apenas procurar informação no jornalismo sério!
    Não cair nas inúmeras armadilhas de mensagens sensacionalista!
    Sairemos dessa sim, como ja aconteceu anteriormente!!

    Resposta

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