Convenção Nacional do PDT reconduz Lupi e exalta Ciro para presidente

Wellington Serrano

Carlos Lupi foi reconduzido à presidência nacional do PDT pelo Diretório Nacional durante a XXIII Convenção Nacional do partido, realizada no último sábado, em Brasília. Durante o evento, foram debatidas as diretrizes do próximo biênio e ações para consolidar a campanha de Ciro Gomes à Presidência da República em 2018. Ciro foi aclamado vice-presidente Nacional do partido.

Sob os gritos de “Fora Temer”, o partido fechou questão contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, por unanimidade. A votação foi rápida, já que uma posição diferente estaria em desacordo à ideologia trabalhista. Antes de passar a palavra ao pré-candidato à presidência Ciro Gomes, Lupi falou um pouco da caminhada que o partido tem travado e a necessidade de ter o político cearense à frente do Executivo.

“Ciro representa a nossa esperança de restituir ao país a justiça social, o desenvolvimento e a soberania nacional. Quando falam negativamente do fato de Ciro ser franco e direto, eu digo que são poucos os homens que podem fazer isso. Só os honestos, os que não têm rabo preso, falam a verdade, doa a quem doer”, garantiu Lupi.

Emocionado, Ciro deixou claro que está ciente do duro caminho que tem pela frente em sua empreitada. “Um caminho espinhoso e de confronto percorrido por Getúlio, Jango e por Brizola”, afirmou. “Estou preparado para enfrentar o que vier. Não me conformo em ver o país entregue aos interesses estrangeiros, do capital, enquanto o desenvolvimento é negado para o seu povo”, argumentou.

“Estive decidido a abandonar a política. Veio o golpe e fiquei profundamente desapontado com os rumos do país. Então surgiu Lupi e seu convite de me por de volta na luta. Fiquei relutante e cedi. Pela primeira vez na minha vida política, me sinto pertencente a um partido. Pois então companheiros, lhes garanto, o povo brasileiro ‘verá que um filho teu não foge a luta’”, concluiu Ciro, abafado pela frase de ordem “Brasil para frente. Ciro presidente!”.

Presente ao encontro o candidato a deputado federal do partido, Brizola Neto, na ocasião, atacou a candidatura do ex-presidente Lula. “Durante os governos Lula e Dilma o Brasil deixou de avançar no desenvolvimento das forçar produtivas e a industrialização não foi pra frente por causa de um conjunto de políticas macroeconômicas que impossibilitavam o país para quem produz e trabalha”, criticou.

Presidentes dos movimentos sociais do PDT, parlamentares, dirigentes estaduais e outros líderes trabalhistas estavam presentes e atuantes ao longo da reunião, expondo o desenvolvimento da luta nos últimos dois anos e apontando ações para o próximo período.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 1 =