Chefe do jogo do bicho é executado em heliporto na Zona Oeste do Rio

O contraventor Fernando Iggnácio Miranda, genro de Castor de Andrade, um dos bicheiros mais famosos do Estado, foi executado no início da tarde de terça-feira (10), num heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Segundo as primeiras informações ele teria sido alvo de disparos de fuzil durante uma emboscada.

Iggnácio estaria retornando de Angra dos Reis, na Costa Verde, quando foi executado. Testemunhas relataram terem ouvido muitos tiros no local logo após a chegada de um helicóptero. O atirador estaria posicionado em cima de um muro à espera do contraventor. A mulher dele teria sobrevivido ao ataque após se abrigar em outra aeronave, que teria decolado às pressas. Na tarde de ontem, a Divisão de Homicídios (DH) realizou uma perícia no local do crime. A empresa Heli-Rio, onde Fernando Iggnácio foi morto, conta com circuito de vigilância, o que pode pode ser útil para a investigação.

Disputas em família

Castor de Andrade passou a ser considerado chefão da contravenção no Rio nos anos 70 e chegou a expandir seus domínios para o Nordeste. Ele morreu de infarto em abril de 1997, o que teria desencadeado uma violenta disputa em família pelo controle na sucessão.

Antes de morrer, Castor havia escolhido Rogério, seu sobrinho, para comandar a contravenção na Zona Oeste e em outras áreas do Estado. Porém, o filho de Castor, Paulinho, não teria concordado com a opção do pai e iniciou uma batalha com o primo. Em 1998, Paulinho e um segurança foram assassinados na Barra da Tijuca, também Zona Oeste. O genro de Castor, Fernando Iggnácio Miranda, assumiu o lugar na disputa com Rogério.

Com base em investigações policiais, a partir da metade dos anos 1990 Fernando Iggnácio passou a controlar a Adult Fifty, empresa que explorava máquinas caça-níqueis na Zona Oeste do Rio. Em 1998, Rogério teria fundado a Oeste Rio, e o próprio foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2001. Em abril de 2010, durante outro ataque, o filho de Rogério, de 17 anos, morreu num atentado na Barra da Tijuca. O rapaz dirigia um carro no qual foi colocada uma bomba. Segundo uma investigação da Polícia Federal, os contraventores César Andrade de Lima Souto e Fernando Andrade de Lima Souto estariam envolvidos no crime.

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