Continua greve dos bancários em todo Brasil

Novamente sem nenhum acordo firmado entre patrão e empregado, a greve dos bancários continuará até uma nova assembleia que deverá ocorrer nos próximos dias. A categoria negou novamente a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Após 22 dias de paralisação total, ocorreu uma nova rodada de negociação, e os empresários decidiram manter novamente o reajuste de 7% quando a categoria pede 14,62%. Além disso, os bancos querem modificar a convenção anual, tornando-a num acordo de dois em dois anos, além do oferecimento do abono de R$ 500. Já que mais uma vez não houve acordo, a situação continua a mesma com todos os bancos fechados para atendimento ao público.

Entre as reivindicações dos bancários estão a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Niterói e Região, cerca de 4.300 profissionais cruzaram os braços desde o início do mês em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, entre outras. Em Niterói, correntistas estão se virando como podem utilizando internet, caixas eletrônicos e telefone para transações bancárias básicas.

“A greve vai continuar porque a situação está difícil. Não estamos tendo acordo. Eu acho que vai chegar num ponto de ajuizar. Um juiz vai ter que bater o martelo”, disse Luiz Cláudio Caju, presidente do Sindicato dos Bancários.

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