Contar ou não sobre Papai Noel para seu filho?

Vem chegando o Natal e, com a proximidade da data, toda a sua magia e simbologia retornam. Entre o clima de festa, confraternização e família não podem faltar os tão esperados presentes e o Papai Noel. E uma questão que deve passar por algumas famílias é a de contar ou não para as crianças que o “bom velhinho” é apenas uma lenda, uma fábula, que ajuda a divertir os festejos natalinos. E se a decisão por contar ao pequenino imperar, qual seria o melhor momento e o modo mais adequado para fazer isso?

É claro que, mais cedo ou mais tarde, a criança vai perceber que se trata de uma história apenas. Mas sobre contar ou não, de acordo com a psicóloga do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) Marcely Quirino, cada família conduzirá esse momento de maneira particular, de acordo com seus costumes e suas percepções, como a maturidade da criança, por exemplo. Para a coordenadora do setor de Pediatria do CHN, a pediatra Christine Tamar, também não há idade certa para contar, mas é importante que os pais observem o comportamento dos filhos. “Em determinado ponto, a criança passa a compreender melhor a realidade e desconfia de que a história não é verdadeira. Esse é o melhor momento para ter uma conversa com ela sobre o assunto”, reforçou a médica.

Tamar acrescenta ainda que a fantasia contribui para o desenvolvimento da criança, à medida que a prepara para enfrentar a realidade aos poucos. Sonhar ajuda a criança na hora de organizar o que é simbólico e ir compreendendo o que é real. Para ela, o jeito mais certo de contar é não destruir de uma só vez toda a magia do Natal.

“Deve-se aproveitar a oportunidade para passar para a criança mensagens de amor e fraternidade características da época. Vale colocar, por exemplo, que o Papai Noel é um velhinho bondoso, que está dentro de cada um de nós, que nos contagia com os sentimentos mais nobres quando presenteamos quem gostamos”, pontuou Tamar.

Mas a médica ainda explica que não tem como impedir a decepção da criança, e que isso também faz parte do processo de amadurecimento. Ainda de acordo com a psicóloga Marcely, quando a própria família fala sobre isso em algum momento, a criança passa a confiar mais nos pais, pois se estabelece uma relação em que eles explicam que aquilo era simbólico – é quando ela passa a diferenciar os momentos, realidade e simbolismo.

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