Consumo da carne vermelha ainda é alvo de discussão

Raquel Morais –

O consumo da carne vermelha voltou a ser alvo de discussão após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Dessa fez foi no encontro do 5º Fórum de Agricultura da América do Sul, promovido pelo Agronegócio Gazeta do Povo, em Curitiba. Segundo apontamento da Minerva Foods, especializada em comercialização da carne bovina, o Brasil detém o maior rebanho do mundo e está em segundo lugar na produção e exportação de carne. Comerciantes e adoradores da iguaria em Niterói dão dicas para garantir uma boa qualidade do produto.

A importância da qualidade foi afirmada pelo gerente de Inteligência de Mercado da Minerva Foods, Leonardo Alencar. “O aumento de produção tem que vir com ganho de qualidade. Sem ganho de qualidade, há o risco de termos que comer mais e mais, porque os países lá fora não vão querer comprar nossa carne”, explicou.

Em 2016, o país aparecia como o segundo maior exportador, com 19,7% da fatia mundial, atrás da Índia, com 23,2%. Em terceiro lugar vinha a Austrália, com 18,5%, e em quarto, os Estados Unidos, com 16,3%.

No mercado Diamante, em São Francisco, o açougueiro Leandro Santos trabalha há 18 anos na profissão e toma todas as medidas de proteção e higiene no manuseio da carne. “Uso touca, luva, avental e temos esse cuidado para evitar a contaminação da carne”, comentou.

O dono do M.Carnes Niterói, em Icaraí, Bruno Paulino, de 31 anos, também reforçou esses cuidados. “Moemos a carne na hora para o cliente, isso evita a contaminação, além da pessoa ter certeza da peça que está levando”, comentou. O empresário disse que na época da operação da PF a procura pela carne no açougue foi um pouco maior. “As pessoas ligavam para saber se estava acontecendo algum problema em Niterói”, lembrou Bruno.

A dona de casa Renata Marques, de 47 anos, disse que tem uma técnica infalível para comprar carne. “Só compro no mesmo lugar e com o mesmo açougueiro. Ou a gente confia ou não”, simplificou. A autônoma Cida Silva, 42 anos, compra no mesmo lugar há mais de 10 anos. “Sei que é de origem confiável, que eles têm as notas de tudo que vendem e nunca tive problemas. Ainda mais a carne sendo fresca, fundamental para garantir a qualidade”, finalizou.

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