Consumidor está apreensivo com reajuste no preço do botijão de gás

O consumidor residencial e comerciantes se mostraram apreensivos com o impacto do reajuste do preço do botijão de gás, que deverá ser repassado pelas distribuidoras nos próximos dias. A faixa de de reajuste dos preços, que dessa vez não está atrelada ao aumento dos combustíveis de uma forma geral, está causando expectativa e muitos sequer sabiam da autorização do tal reajuste, que ficará na faixa entre 10 e 15%.

Revendas de GLP, já estão sendo comunicadas pelas suas companhias distribuidoras, do novo aumento do gás de cozinha. A majoração anunciada se refere a ajustes de custos operacionais bem como aos dissídios coletivos que ocorrem regularmente no mês de setembro. Como cada revenda tem um custo operacional especifico, a categoria está sendo orientada para que refaçam sua análise do impacto deste aumento e de seus custos com relação principalmente ao botijão de 13 kg.

No Bar do Cigano, por exemplo, no bairro São Lourenço, o comerciante proprietário – que também trabalha com preparo de refeições – a determinação de reajuste foi uma surpresa. “Estou sendo pego de surpresa. Não sabia desse reajuste. “Na única distribuidora em atividade na região estamos comprando o botijão de 13 kg à R$ 52,00 (sem o reajuste). Só que a cada 10 dias utilizamos dois botijões para preparo das refeições (total R$ 104,00 sem reajuste). Esse aumento é fora de lógica, pois os combustíveis não sofreram reajuste”, afirmou, acrescentando que esse aumento não será repassado para o fregues na forma de aumento no preço das refeições.

Também surpreendida com a notícia do reajuste, a dona de casa Marcolina Carlos Santos, de 49 anos, moradora da Zona Norte, não escondeu seu descontentamento. “Quem autoriza um aumento desses, que afeta diretamente o nosso dia a dia para pior do que está, não tem pena do povão que trabalha duro para levar o pão de cada dia para casa. Eles não tem pena do chefe de família. O povo deveria protestar na rua contra isso. É mais um abuso”, afirmou. “Qualquer dia desses vamos voltar a cozinhas no fogão à lenha. Eles não tem pena do chefe de família. Tá difícil de viver com um pouco de dignidade”, disse Olavo Albuquerque, de 60, morador do Fonseca. Os dois moradores estão pagando na Zona Norte da cidade (ainda sem reajuste) em torno de 4% a menos no preço do botijão de 13 kg (cerca de R$ 50,00).

“Assim que recebermos o reajuste, a tendência é que não repassaremos para o freguês. A distribuidora na qual compro os botijões (a R$ 50,00) ainda não recebeu o comunicado oficial do reajuste. Eu já havia repassado anteriormente o preço das refeições para R$ 15,00 por conta de um aumento no preço do arroz e do feijão que ocorreu. Agora não vou repassar. Aqui no restaurante compramos 4 botijões por semana (R$ 200,00). Vamos tem que absorver esse impacto”, explicou o comerciante Quintino, proprietário de um restaurante self service, junto à Alameda São Boaventura.

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