Construções antigas precisam de reparo em São Domingos

O bucólico bairro de São Domingos é um dos mais antigos de Niterói e tem um marco histórico no desenvolvimento da cidade. Foi palco de importantes acontecimentos em seus 0,69 quilômetros de extensão e até hoje mescla o passado e o presente de uma forma muito nostálgica. Essa diferença pode ser vista desde a arquitetura, antiga e moderna, até mesmo sua pavimentação que ainda guarda consigo os trilhos do antigo bonde, que se intercalam com o asfalto. Mas sem o cuidado necessário toda essa história vai ficando distante e caindo no esquecimento se uma manutenção mais efetiva não for realizada em alguns pontos do bairro.

O casarão na esquina da Av. Visconde do Rio Branco com a Rua José Bonifácio, na entrada do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), é um exemplo da falta que a manutenção faz. Ele está protegido por um tapume da Prefeitura de Niterói, há anos, para que partes da construção antiga não caiam em cima de pedestres. Porém a interdição não protege o imóvel e os pedestres precisam andar na rua, já que a calçada está também interditada.

Outros imóveis no bairro também estão nessa situação, como por exemplo: na Rua General Osório os escombros de uma grande construção, na direção da igreja, também está deteriorando no tempo e parte da construção desaba, para dentro e para fora do terreno. Além desse local uma casa na Rua Cel. Tamarindo, na Praça Escritor Adélino Magalhães, também oferece risco de desabamento. Inclusive parte do reboco dessa parede já caiu e é possível ver os antigos tijolos de barro usados na construção.

O bairro é um dos menores da cidade e é conhecido justamente pela característica clássica e moderna. Os primeiros bondes foram instalados a partir do bairro assim como a primeira agência de Correios de Niterói. O local também foi porto de atracação e foi escolhido para abrigar, em 1816, D. João VI. “A relevância é muito grande e é um bairro que mostra um passado histórico esquecido, justamente o período da presença da família real. Ainda temos imóveis que são da época do Império e infelizmente os meios legais que existem na cidade não são efetivos para conter o avanço do progresso e consequentemente a perda do patrimônio material arquitetônico da cidade. Deveriam ter políticas públicas para patrimônio histórico na cidade”, contou a historiadora Antoani Rodrigues.

A Prefeitura de Niterói foi perguntada se existe algum projeto para resolver essas questões dos imóveis, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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