Construção civil começa a indicar sinais de recuperação

Por ter uma grande capacidade de distribuição de renda no mercado e ser uma área que gera mais imposto para o país, a construção civil é um dos principais termômetros da economia brasileira. Logo após o primeiro ano de pandemia, a área começou a dar os primeiros sinais de retomada em 2021. Segundo o corretor Victor Freitas, no início da pandemia o mercado imobiliário estava lento ainda. Porém, entre julho e agosto do ano passado, quando o comércio e as empresas começaram a reabrir, o mercado imobiliário iniciou uma curva crescente.

“Os imóveis valorizaram, a procura para compra e venda aumentou e as obras que estavam praticamente paradas retornaram. Um imóvel que em agosto de 2020 era um valor, hoje, tem sua avaliação de venda com, no mínimo, mais 20% do valor. Isto é um exemplo dos últimos 6 meses”, explica. “As vendas melhoraram tanto de 2020 pra 2021 que temos os compradores e faltam os imóveis, o que se via ao contrário em 2019 e 2020”, completou.

A cidade de Niterói, tem empreendimentos sendo lançados em bairros como Piratininga, Charitas e Icaraí. Para quem procura um local de 2 a 3 quartos, o Ravello Residenziale, em Piratininga, tem apartamentos entre R$ 620 mil e R$1,5 milhão. Ainda em Piratininga, os apartamentos no Surf Beach Residence, tem imóveis com preços que variam de R$ 87 mil a R$ 93 mil.

Já o Mediterrâneo Residencial, em Charitas, os preços variam R$ 1,9 milhão e R$ 2,4 milhões. Outra opção com 2 ou 3 quartos é o Isla Único, em Piratiniga, com apartamentos na faixa de R$ 1,2 milhão. Quem procura por um apartamento menor de 1 a 2 quartos, uma boa opção é o Homy Co, em Piratininga, que tem valores entre R$ 400 mil e R$ 850 mil. Aqueles que preferem um espaço maior, para caber toda a família ou acomodar as visitas em um quarto de hóspedes, os apartamentos do condomínio Triunfo, em Camboinhas, é o ideal. Com 4 quartos, os valores variam de R$1,3 milhão até R$ 3 milhões.

São Gonçalo

Quem quer investir em uma imóvel em São Gonçalo, o Parque Serra Salvatori, no bairro Vista Alegre, tem apartamentos com 2 quartos no valor de R$ 150 mil. No bairro Vila Lage, o Complexo Reserva Solare oferece apartamentos a partir de R$ 165 mil. Em Alcântara, os apartamentos do condomínio Via Mares são financiados a partir de R$ 180 mil.

Na visão do economista, Gilbert Freire, a economia brasileira começa a apresentar sinais de recuperação, mas ainda não é o suficiente para compensar a queda significativa do Produto Interno Bruto (PIB), ocorrida durante o período crítico da pandemia da Covid-19.

“O cenário para 2021 é de recuperação da economia. Considerando uma volta, aos poucos, daquilo que consideremos níveis normais de consumo, o Banco Central fala em crescimento de PIB entre 3% e 4%”, explica.

Freire explica que com a acentuada queda da taxa Selic, as instituições financeiras reduziram significativamente as taxas de juros para a carteira imobiliária e até inovaram com a disponibilização de novas linhas de crédito. “Muitas pessoas, assim que voltaram a trabalhar, viram a importância de ter uma poupança em caso de emergência. Com isso e com a queda na taxa de juros, elas voltaram a sonhar com o imóvel próprio e o mercado imobiliário voltou a caminhar e a estimular o crescimento da construção civil”.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez uma pesquisa de sondagem da construção que apontou, desde setembro do ano passado, a retomada da indústria de construção civil, com uma pontuação de 50,1 no índice de contratação de empregados. Os dados são avaliados em uma escala de 0 a 100 pontos. Indicadores abaixo de 50, mostram perspectivas negativas. Acima de 50,a expectativa é de crescimento. Para o corretor André Nazareth, o mercado imobiliário teve uma sensível melhora, devido a economia que as pessoas conseguiram fazer no período de quase total quarentena.

“Muitas pessoas pouparam dinheiro porque deixaram de viajar, e também entenderam que precisam morar melhor. Na quarentena passaram a olhar mais para dentro de casa e perceberam a necessidade de morar com mais conforto. Quem teve condições, juntou esse dinheiro, antes gasto em saídas, e agora está conseguindo comprar um imóvel melhor”. André credita a baixa dos juros como um dos fatores principais para a melhora do mercado imobiliário. “Antes da pandemia nós tínhamos taxas para financiamento de banco entre 9 e 9,5% e hoje as taxas estão em torno dos 3%”.

Cláudio Hermolin, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), disse que, durante o período da pandemia, foi possível manter cerca de 83% das obras em andamento. “O serviço que oferecemos, é de grande impacto social, porque empregamos pessoas em várias etapas. Juntos, os mercados de construção civil e imobiliário serão a locomotiva para a retomada da economia”, afirmou Cláudio.

Camilla Galeano

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