Conselho de Segurança sugere à população da RO não aceitar “pedágio”

Anderson Carvalho –

Os comerciantes da Região Oceânica que estão sendo achacados por criminosos, que cobram ‘pedágio’ em troca do estabelecimento não sofrer ações criminosas, não devem ceder à extorsão e sim, denunciar o fato à polícia, anonimamente. Essa é a recomendação dada aos comerciantes da região que estão sendo sendo ameaçados por traficantes locais, que estão encontrando neste tipo de crime um novo ganho, devido à repressão ao tráfico de drogas pela polícia. A sugestão foi dada nesta quinta-feira (25) durante reunião do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói (CCSN), que ainda tratou de roubo de cargas e violência no Centro.

A reunião foi realizada no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), no Centro e contou com a presença do coronel Eleutério, da 1ª Companhia Destacada da PM na Região Oceânica, representantes da Secretaria de Ordem Pública de Niterói, comerciantes da Região Oceânica e do Centro, além de moradores. “A repressão ao tráfico na Região Oceânica está fazendo com que os traficantes partam para a extorsão dos comerciantes, cobrando um pedágio em troca de que nada aconteça ao estabelecimento comercial. Além disso, estão impedindo entregas em áreas de risco. Pedimos aos empresários para não cederem à chantagem e comunicarem o fato imediatamente ao Conselho, às companhias destacadas e à delegacia local de Polícia Civil”, contou Leandro Santiago, presidente do CCSN, acrescentando que os comerciantes não devem denunciar o fato nas redes sociais, para não atrapalhar as investigações.

Com relação ao roubo de cargas, foi informado na reunião a formação, na última segunda-feira, de uma força-tarefa composta pelo Conselho, a Secretaria de Ordem Pública, a Guarda Municipal, as delegacias de Polícia Civil da cidade, a Polícia Rodoviária Federal e o 12º BPM. “Os cidadãos que virem algo suspeito devem ligar para o número 153, do Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói e informar, anonimamente, o que viram. Estamos combatendo a receptação”, explicou Leandro.

Já em relação à violência no Centro, o problema tratado foi o número de arrombamentos em estabelecimentos comerciais e residências. “Eles são cometidos, em sua maioria, por dependentes químicos, que invadem os locais usando um pé de cabra. Estamos pedindo às vítimas informarem o fato às autoridades policiais e não se exporem nas redes sociais, para preservar as investigações”, relatou o presidente do Conselho Comunitário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze − cinco =