Congestionamentos em Piratininga na mira da Comissão de Transporte e Trânsito de Niterói

Os constantes congestionamentos no entorno da praia de Piratininga, na Região Oceânica, vão virar tema de discussão na Câmara dos Vereadores de Niterói, através da Comissão de Transporte e Trânsito. Será feito um balanço das reclamações e do que está acontecendo para ser levado ao governo. No último domingo (23) uma manifestação na altura da Praça do Toboágua chamou atenção para a questão da mobilidade no bairro. A implantação de ciclovias no bairro estão gerando desconforto para moradores e comerciantes locais.

Quem vive ou passa pela região pela do trânsito caótico que dificulta a entrada e saída do bairro. A construção de uma ciclovia na Avenida Almirante Tamandaré ocupa o espaço de uma faixa de rolamento inteira da pista. O presidente da Comissão, Atratino Cortes, explicou que vai levar essa discussão para dentro de Câmara dos Vereadores. “Será a primeira coisa no início dessa semana. Vamos escutar moradores e comerciantes. Precisamos discutir o que é que está sendo feito. A princípio toda obra é ruim mas depois que é entregue vem a sensação de conforto. Vamos discutir isso para saber se esse desconforto será depois da obra ou somente durante. Como morador da região eu vivo diariamente essa situação”, frisou.

No domingo os manifestantes foram acompanhados pela Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e agentes da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans). E além da mobilidade urbana eles reclamaram também de ruas esburacadas na região, além do calçadão quebrado, a cobrança de estacionamento onde moradores estão sendo afetados, revitalização da Lagoa de Piratininga e iluminação precária em alguns pontos. A obra da ciclovia teve início em dezembro passado e ultrapassa pelo menos o trecho de quatro pontos de ônibus.

O Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói (CCRON) usou as redes sociais para comentar os constantes congestionamentos no bairro e no entorno de Piratininga. “Sol e calor são atrações para as praias da Região Oceânica e acabam atraindo muitos que chegam com carros. Não temos ruas, avenidas e estacionamentos para todos e falta um estudo sério para definir uma solução para veículos, bicicletas e pedestres. E continua com improviso. Mais adensamento e mais necessidades (…) são muitas coisas erradas que precisam ser corrigidas”, pontuou o informe.

A Prefeitura de Niterói informou que entende que as intervenções podem ocasionar eventuais transtornos ao trânsito, mas reforça que as obras são importantes e necessárias para a melhoria da infraestrutura da região. Agentes da NitTrans, da Guarda Municipal e da Subsecretaria de Trânsito e Transportes (SSTT/SMU) atuam constantemente para minimizar os impactos para os moradores.

ENTENDA A OBRA

A Prefeitura de Niterói explicou ainda que o processo de mudança no bairro terá um novo traçado onde os ciclistas passarão a contornar as áreas das seis praças ao longo do calçadão. A nota explicou que o projeto da ciclovia da orla de Piratininga faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável) e integra o Sistema Cicloviário da Região Oceânica. Nessa primeira etapa, a iniciativa contemplará um total de 21,75 Km, sendo 14 Km de novas rotas cicláveis e 7,75 Km de requalificação das rotas já existentes. Após a conclusão das intervenções, será possível usar a bicicleta para fazer o percurso entre a Região Oceânica e o Centro de Niterói. No total, serão 165 novas travessias e 325 novas rampas, somente neste primeiro lote da obra, sendo 76 rampas e 21 travessias ao longo da orla de Piratininga.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.