Confusão no quinto dia de protesto no 7º BPM

O quinto dia de manifestação na porta do Batalhão de São Gonçalo foi marcado por confusão. O grupo de esposas e familiares dos policiais militares do 7º BPM permanece, por tempo indeterminado, restringindo a entrada dos militares para troca de turnos, muitos foram obrigados a entrar pela janela da guarita para acessar o batalhão. Além disso, a troca de turnos tem se dado na rua mesmo. No final da manhã desta terça-feira (14), as mulheres afirmaram que foram agredidas por policias, que quebraram as barracas e forçaram a entrada no batalhão. Uma delas foi à 74ª DP (Alcântara) registrar queixa.

“Nós fomos agredidas. Teve uma senhora que foi jogada ao chão. É muita truculência. Mas isso não nos intimidará, continuaremos aqui. Não vamos deixar essa situação ser esquecida, estamos lutando por toda a população”, desabafou a esposa de um PM que não quis se identificar e está na frente do batalhão.

Pelas redes sociais circulam imagens feitas pelas próprias mulheres do momento em que as barracas foram quebradas. Questionado, o comando da PM se ateve a dizer que está “em diálogo constante com as lideranças a fim de conscientizar sobre a importância da saída do policiamento”.
Enquanto a corporação não entra em um acordo com as manifestantes, em São Gonçalo o grupo impede a entrada e saída dos policiais. Alguns entram pela janela da guarita, enquanto outros recebem o equipamento pela janela para iniciar o serviço na rua.

“O patrulhamento está nas ruas. Os batalhões, que estão apresentando deficiência no efetivo receberam apoio de outras unidades. A Polícia Militar está utilizando de todos os meios disponíveis para colocar o policiamento nas ruas em locais onde há impasse com os manifestantes”, afirmou em nota a PM.

Em Niterói, apesar de um grupo menor, mulheres continuam acampadas na porta do 12º Batalhão. Os policiais não estão sendo impedidos de entrar ou sair da unidade. A única coisa que elas impedem é a troca das viaturas dentro do batalhão. Em todo o Estado, as manifestantes cobram o pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro, RAS Olímpico, sistema de metas, adicional por insalubridade, periculosidade e noturno, contra o congelamento dos salários e cota extra para a previdência e mudança nas escalas de serviços.

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