Confusão em churrascaria: Delegado assiste vídeo e dá detalhes da investigação

O delegado da 79ª DP (Jurujuba), Rafael Barcio, que está investigando o caso de denúncia de racismo na churrascaria Mocellin, em São Francisco, teve acesso as imagens das câmeras de circuito interno do estabelecimento. A linha de investigação é por ameaça, agressão e injúria racial, mas essa última ainda não foi confirmada, nem pelas imagens e nem pelos depoimentos dos envolvidos e de testemunhas.

Sobre as imagens o delegado contou que alguns pontos estão sendo esclarecidos, mas algumas dúvidas surgiram. “As imagens mostram as crianças brincando no espaço infantil e a discussão entre as mulheres, a agressão inicial por parte de uma e a briga continuou com elas caindo no chão. Mas o que foi narrado, de que teve outras pessoas agredindo ela, não aconteceu. Não teve um linchamento e nem outros homens e mulheres batendo nela. Teve pessoas tentando separar a briga”, detalhou Rafael.

O delegado ainda contou que não teve nenhuma imagem de injuria racial e se a injúria foi racial, foi de forma verbal. “Alguns pontos estão sendo esclarecidos e algumas dúvidas surgiram. A injúria racial é uma prova muito difícil de ser provada, porque não foi confirmada por muitas pessoas. A possível agressora contou em depoimento que está abalada e a filha viu ela apanhar e também está abalada e não quer ir para escola”, frisou.

No último dia 9, no restaurante, uma mulher negra de 43 anos afirma ter sido alvo de racismo e sofrido agressões por uma mulher que também era cliente. Na ocasião os filhos das duas estavam brincando na área de brinquedos do estabelecimento quando se desentenderam. Mas o caso se estendeu para as mães e que acabaram brigando.

A mulher, de 43 anos, alegou ter levado tapas e socos da mãe de uma criança que brincava com seu filho, registrou o caso na 79 ª DP (Jurujuba) no mesmo dia, quando fez exame de corpo de delito e teve que ser atendida em um hospital. Mas, no dia seguinte, a mulher que foi acusada de agressão, também foi na delegacia, mas na 77ª DP (Icaraí), registrar que havia sido agredida. O caso foi encaminhado para a delegacia de Jurujuba, que dá continuidade nas investigações.

Na quinta-feira (17), três testemunhas foram escutadas, entre elas a suposta agressora e a monitora do parquinho. “A monitora contou que viu a briga, mas não prestou atenção pois estava preocupada com as crianças. Além disso quando começaram as agressões a monitora abraçou as crianças que estavam no local e conseguiu protegê-las. Vou ter que ouvir novamente pessoas que já tinha escutado antes”, explicou o delegado.

Na semana que vem outras pessoas vão ser escutadas pelo responsável pela investigação, além de novamente a mulher de 43 anos, que teria sofrido a injúria racial. No Mocellin, os funcionários não estão comentando o caso.

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