Confusão, agressão e polícia em supermercado de Niterói devido a produtos fora da validade

O que poderia ter sido resolvido de forma ordeira e prática, se tornou uma cena vexatória ontem à tarde (14) em um supermercado localizado no Cafubá, em Niterói. De acordo com uma cliente, ela realizou suas compras do mês e encontrou mais de 10 produtos fora da validade no estabelecimento. A cliente contou ainda que foi em uma dos caixas do comércio e solicitou a troca dos produtos vencidos sem custos. O gerente do supermercado se prontificou a realizar o procedimento, porém um supervisor do estabelecimento interveio e teve início um episódio lamentável de bate boca, ofensas e agressões. Gerente e supervisor terminaram presos e os produtos apreendidos pela Polícia Militar por crime contra a economia. Parte da confusão chegou a ser filmada pela cliente que registrou nesta manhã (15) o caso no livro do Procon presente no estabelecimento.

“Eles tem uma rádio no supermercado e dizem que se um cliente encontrar um produto vencido ele pode ir no caixa e trocar por uma mercadoria em dia ou similar. Antes já trocaram quando eu pedi. Foram R$ 600 reais em compras. Eu passei, paguei as minhas compras, para não fechar o caixa, eu levei as minhas compras pagas para o carro e fiquei com os vencidos. O gerente disse que eu poderia trocar os produtos e que só iria ligar para outro funcionário do mercado. Ficamos mais de 1h esperando. Quando o supervisor chegou perguntou sobre as compras e me perguntou se eu tinha ido lá para comprar ou para pegar coisas vencidas, me chamou de fraudadora safada. Eu tentei resolver ali mesmo no mercado, mas quando o supervisor me ofendeu e se recusou a realizar a troca dos produtos eu decidi chamar a polícia. Falou no telefone com alguém pedindo para irem lá me bater e me levar presa. Eu disse para deixarem os produtos ali, mas funcionários do mercado retiraram eles de mim à força e só trouxeram os produtos de novo quando a polícia chegou. Haviam outros produtos fora da validade nas prateleiras. Uns dois carrinhos de produtos vencidos, durante a confusão elas foram retirados. Eu fui retida por seguranças junto do carrinho no interior da loja até a chegada do supervisor que deu um tapa na minha mão por estar filmando. Eu vou entrar também com uma ação civil”, contou a comerciante Marcelle Cristina Ferreira, de 45 anos.

Já o gerente do local e o supervisor deram versões diferentes sobre os fatos. Ambos afirmam que o supervisor foi agredido pelo marido da cliente ao se recusar a realizar a troca dos produtos por outros mais baratos em maior quantidade diluindo o valor da mercadorias.

Em depoimento dado à Polícia Civil, o gerente afirmou ter visto a uma confusão em um dos caixas após retornar do almoço e foi checar o que estava acontecendo e o casal pediu pela troca das mercadorias por elas estarem fora da validade o que seria atendido, porém o gerente alega que após a exigência do casal as circunstâncias não estavam mais de acordo com Código de Defesa do Consumidor. O funcionário ainda declarou em depoimento que depois chamou o supervisor para solucionar a questão. Em determinado momento o gerente disse ter colocado o carrinho da cliente para dentro do supermercado por conta das compras não terem sido registradas ou pagas e que interviu em tapas no rosto e em um empurrão dados pelo marido da cliente no supervisor. O funcionário afirmou que posteriormente o marido da cliente tentou levar o carrinho de compras embora e foi impedido pelo supervisor que teria dito que os clientes poderiam chamar a polícia.

O supervisor por sua vez alegou em depoimento, junto de uma advogada, que chegou a ser agredido pelo marido da cliente, a agressão também foi relatada pelo gerente em depoimento. Na sua prestação de contas na delegacia, o supervisor disse que presta serviços ao supermercado sem vínculo empregatício e que quando perguntou ao casal sobre as compras os clientes disseram que elas estavam dentro do carro. Segundo o supervisor nenhuma nota de compra foi apresentada pelo casal e que pediu para a cliente não o filmar e recebeu um tapa do marido da mesma. Que o marido da cliente tentou sair do mercado com o carrinho e ele tentou impedir porque os produtos não teriam sido pagos e teria recebido outra agressão. O gerente declarou ainda que as mercadorias não estavam em exposição e que além das câmeras de segurança outros funcionários e clientes filmaram a confusão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezenove − treze =