Confrontos marcam a quarta-feira na Alerj

Anderson Carvalho

Ano novo, mesma direção. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) reelegeu nesta quarta-feira (01), na abertura do ano legislativo, o presidente Jorge Picciani (PMDB), que recebeu votos de 64 dos 70 deputados estaduais. Somente os da bancada do PSOL – Marcelo Freixo, Eliomar Coelho, Flávio Serafini, Paulo Ramos e Wanderson Nogueira – e o Dr. Julianelli (Rede) votaram contra. Momentos antes da votação teve protesto de servidores públicos estaduais na frente do Palácio Tiradentes, na Rua 1º de Março e confronto com policiais militares.

Outros integrantes da Mesa Diretora também inclusos na chapa vencedora são: Wagner Montes (PRB) – 1º vice-presidente; André Ceciliano (PT) – 2º vice; Jânio Mendes (PDT) – 3º vice; Marcus Vinícius (PTB) – 4º vice; Geraldo Pudim (PMDB) – 1º secretário; Samuel Malafaia (DEM) – 2º secretário; Átila Nunes (PMDB) – 3º secretário; e Pedro Augusto (PMDB) – 4º secretário. Os vogais são: Carlos Macedo (PRB), Zito (PP), Renato Cozzolino (PR) e Bebeto (PDT).

Protesto na Alerj

A manifestação dos servidores começou no início da tarde, na frente do Palácio Tiradentes, na Rua 1º de Março, no Centro. A PM usou gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta para dispersar a manifestação. Os manifestantes revidaram com pedras e rojões e atearam fogo em um ônibus, que ficou totalmente destruído.

Alguns manifestantes, com os rostos cobertos e integrantes dos black blocs, incendiaram latas de lixo, placas e retiraram placas de compensado de obras e contêineres e atearam fogo. Eles também retiraram pedras portuguesas do calçamento e atiraram contra policiais militares.
Cerca de 500 homens da Polícia Militar com apoio da Força Nacional de Segurança fizeram a segurança dos parlamentares e do prédio da Alerj. Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também foram acionados.

Em nota, a PM informou que policiais militares que faziam o cordão de isolamento em frente à Assembleia Legislativa foram atacados com pedras e manifestantes tentaram derrubar a grade de segurança, que isola o Palácio Tiradentes. De acordo com a polícia, a ação dos manifestantes foi reprimida para preservar a integridade dos policiais militares e restabelecer a ordem no local.

O ato foi organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe). A entidade pede a cassação do governador Luiz Fernando Pezão, o pagamento dos salários do funcionalismo e a retirada de projetos polêmicos, como o aumento da contribuição previdenciária.

Protesto na Alerj
Os projetos de ajuste fiscal do governo só deverão ser apreciados na próxima semana. Hoje, nenhuma mensagem executiva será votada ou lida, apenas propostas apresentadas por parlamentares.

O secretário da Casa Civil do governo, Christiano Aureo, destacou ontem que a principal novidade do plano de recuperação fiscal é o apoio do governo federal e a garantia de empréstimos. O plano apresentado no ano passado teve a maioria das medidas rejeitadas pelos deputados.
Aureo representou o governador Luiz Fernando Pezão, que está em Brasília, negociando a ajuda financeira ao estado, que tem previsto um déficit público de mais de R$ 20 bilhões para 2017 e enfrenta o desafio de colocar o salário dos servidores em dia.

“Hoje, com o apoio do governo federal, há a perspectiva real de que o Supremo Tribunal Federal nos dê um caminho para antecipar parte dessas medidas. Nossa crença é de que vamos conseguir avançar aqui na casa”, afirmou Aureo.

O déficit previsto para 2018 é de R$18 milhões e em 2019, R$ 17 milhões, podendo chegar a um total de aproximadamente R$ 62 milhões.

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