Comunidade de argentinos apreensiva em Búzios

Argentinos que vivem em Búzios estão preocupados. A Prefeitura está recebendo muitos relatos deles que estão em viagem na cidade e estão com dificuldades para retornar à Argentina, em meio à pandemia de coronavírus. Os principais problemas enfrentados são os repentinos fechamentos de fronteiras que alguns países estão adotando, o cancelamento de voos e de rotas pelas companhias aéreas, além da dificuldade de entrar em contato com as empresas para viabilizar assistência e alternativas de regresso. Há uma estimativa que pelo menos cinco mil argentinos vivam na cidade.

A Prefeitura de Búzios divulgou ontem as informações integrais, e atualizadas, transferidas diretamente do Consulado da Argentina, sobre a situação dos argentinos que estão no Brasil e encontram dificuldades para retornar para o seu país, com vôos cancelados e demais desdobramentos.

“O governo da argentina  seguindo a quarentena total decretada dias atrás pelo Presidente da República, de conhecimento público, decidiu garantir medidas de saúde e segurança para proteger 40 milhões de argentinos da pandemia de coronavírus.Uma das medidas de maior impacto no exterior é a estratégia responsável pelo espaçamento dos vôos de volta à República, a fim de controlar efetivamente as fronteiras dos argentinos que retornam das áreas de risco”, postou em catelhano a Prefeitura.

“Nesse contexto, o Consulado Geral no Rio tem trabalhado incansavelmente com as autoridades, no retorno de nossos compatriotas em um contexto de saúde seguro e controlado. Para fazer isso, continuamos realizando com nossa Chancelaria, grandes esforços para planejar voos de AR, Latam, Gol, Azul, Fly Bondi etc., que podem ser espaçados dentro das restrições mencionadas acima”, informou.

O ministro da Economia da Argentina disse na segunda-feira (23) que todos os países devem agir decisivamente para “evitar um colapso social”, à medida que a pandemia de coronavírus se espalha globalmente e fecha as economias com o isolamento de seus cidadãos.

Martín Guzmán, que falou por telefone com outros líderes do G20 sobre a doença, e disse que os países devem usar o “conjunto inteiro de ferramentas” de políticas econômicas para garantir a liquidez global, incluindo a extensão de swaps bilaterais (um mecanismo para gerenciar reajustes de produtos no mercado amplo, geralmente aplicado por bancos centrais) com economias avançadas.

O ministro também pediu medidas domésticas, que vão desde transferências em dinheiro e subsídios para os setores afetados à extensão do seguro-desemprego. O país tem cerca de 45 milhões de habitantes.

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