Comprar à vista ou parcelado? Eis a questão para os consumidores

Anderson Carvalho –

Nestes tempos de economia crescendo em ritmo lento, grande desemprego e juros do cartão de crédito nas alturas, o que é melhor: comprar à vista ou parcelar o pagamento, preservando o capital? Dúvida que está na cabeça de nove entre dez consumidores brasileiros. Seja roupas, calçados, eletrodomésticos, móveis ou materiais de construção, a resposta varia de acordo com o item e a quantia disponível que o consumidor tem.
A professora Milene Freire procura sempre pechinchar em suas compras. “Só compro parcelado quando não consigo desconto no pagamento à vista. Mesmo assim, se as parcelas não tiverem juros. Fica mais suave para o meu orçamento. Eu consigo geralmente descontos em roupas e calçados”, contou.

A assessora parlamentar Ângela Moreno também prefere usar os cartões de crédito de forma moderada, para não comprometer o orçamento. “Sempre acreditei que precisava usar os cartões com moderação, principalmente na época atual que vivemos, de crise e desemprego, para evitar o endividamento prolongado. Gosto de ter controle sobre os meus gastos. Às vezes parece óbvio, mas, quando parcelamos em muitas vezes perdemos um pouco o valor da despesa total deixando que se transformem em uma bola de neve e por muitas vezes pode sair do controle. Prefiro então o cartão de débito, onde os riscos são menores, pois acaba funcionando como dinheiro: você compra e já paga na hora e ainda consegue, em muitos casos um desconto nessa forma de pagamento, sendo bom para ambas as partes”, explicou a assessora.

O economista Ricardo Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas/RJ e com dois MBAs, defende que o consumidor deve, além de pesquisar, optar sempre que possível por pagar à vista e tentar obter descontos. “Você deve sempre barganhar para ter um desconto e comprar à vista. Outro cenário é você não obter o desconto e o vendedor oferece pagar parcelado. Procure pagar à vista. Os juros já vêm normalmente embutidos no valor total. Só parcele se não tiver dinheiro para pagar à vista. Agora, se os juros alterarem muito o valor original, guarde dinheiro para comprar depois à vista. A não ser que seja um produto essencial”, explicou.

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