Complexo do Salgueiro: PM diz que estabilizou área; moradores falam em tortura e chacina

Depois de um final de semana agitado em São Gonçalo, com a morte de um Policial Militar e uma idosa ferida, a manhã dessa segunda-feira (22) começou com pelo menos oito pessoas mortas em Itaúna, no Complexo do Salgueiro.

Os corpos foram retirados da localidade conhecida como manguezal e segundo relatos nas redes sociais o clima é tenso e de pânico. Parentes não podem entrar para reconhecer os corpos e até mesmo os militares do Corpo de Bombeiros foram impedidos de irem ao local. A Polícia Militar está na área e não há novos confrontos.

Desde as primeiras horas da madrugada desta segunda-feira (22), circulam, nas redes sociais, áudios atribuídos a moradores do Complexo no Salgueiro denunciando um possível massacre. De acordo com o conteúdo das mensagens, policiais teriam matado suspeitos de integrar o crime organizado na região e tentado ocultar os corpos em uma área de mangue.

No sábado (20) o 2º Sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 40 anos, foi morto em uma operação no Complexo do Salgueiro para combater uma denúncia de baile funk ilegal. Ele deixou esposa e dois filhos. O enterro aconteceu no domingo (21) no Cemitério Memorial Parque Nycteroy, no bairro Laranjal.

No domingo (21) uma idosa de 71 anos foi baleada, identificada como Carmelita Francisca de Oliveira foi socorrida por vizinhos e levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, no bairro Colubandê, mas já teve alta.

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