Comércio já estima prejuízos com feriados em 2017

Aline Balbino

Para a alegria de milhões de brasileiros, o ano de 2017 será repleto de feriados. Ao todo são 11 e nove serão emendados, os chamados feriadões. O que pode ser alegria para uns, é motivo de tristeza para comerciantes. Novembro, para eles, será o pior mês. Devido aos feriados e dias “enforcados”, já estimam uma queda entre 20% e 25% no faturamento em Niterói no penúltimo mês do ano, que terá quatro feriados no meio da semana – Finados, que cai numa quinta-feira; Proclamação da República, numa quarta-feira; Zumbi, na segunda e o aniversário de Niterói, na quarta.

Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), informou que um excelente ponto de partida para enfrentar a crise, no que diz respeito ao comércio, é reduzir o número de feriados. Segundo ele, as datas têm violento impacto negativo sobre as vendas do comércio e serviços na cidade. Os pontos facultativos são ainda mais críticos.

“Não há de ser com lojas fechadas a todo instante que iremos progredir, abrir postos de trabalho e movimentar a economia. Um estudo recente apurou que cada feriado impacta negativamente em 9,2%, em média. O percentual varia conforme o segmento de cada loja, os salários e gratificações pagos aos colaboradores e, até mesmo, a localização de cada estabelecimento. As lojas de rua costumam sofrer mais com os feriados do que as que funcionam em shopping”, disse.

O vendedor de uma loja de artigos esportivos, Jailton Mesquita, de 30 anos, afirmou que juntando a crise ao alto número de feriados sofre um déficit de 50% no salário.

“Para mim esses feriados são péssimos porque trabalho por comissão e a loja fecha. Nem vale a pena abrir a loja e, com isso, nossa situação fica difícil”, disse.

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