Comércio de Niterói tem expectativa de melhora para o fim do ano

Anderson Carvalho –

Os comerciantes de Niterói, que amargaram prejuízos nos últimos dois anos, devido à crise econômica que assola o país, estão com esperança de dias melhores para os últimos meses deste ano. Isso porque o Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 2,2% em agosto quando comparado a julho na análise com ajuste sazonal, de acordo com dados apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fabiano Gonçalves, compartilha do otimismo. “A indústria de embalagens registrou um aumento nas vendas. Isso recai no final no comércio, que é o último a entrar e a sair da crise. O desemprego parou de subir e há a retomada dos empregos, embora tímida. A taxa de juros caiu. Em Niterói, três grandes redes de farmácia investiram na cidade. Uma grande rede de fast food abriu loja em Itaipu e uma rede de restaurantes abriu filial em Icaraí. Então, os comerciantes estão com uma expectativa de melhora no último trimestre”, explicou Gonçalves.

Já Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), está mais cauteloso. “O indicador positivo de vendas no comércio em âmbito nacional ainda não chegou a se fazer sentir em Niterói. Aqui, pode-se falar que na média o desempenho repetiu o dos dois meses anteriores. E há vários motivos, como os seguidos atrasos nos pagamentos do funcionalismo estadual – e nossa cidade tem muitos moradores que são funcionários públicos –; o fato de a crise econômica ter impactado também fortemente na indústria naval e na de construção civil, dois fortes segmentos da economia local; e ainda o assustador avanço das situações de violência e criminalidade, que vai desde os roubos de cargas até os assaltos a transeuntes a qualquer dia ou hora. Tudo isto leva, fatalmente, o consumidor a se retrair, a ficar mais cauteloso com novas despesas e até mesmo evitando circular muito pelas ruas, o que repercute negativamente nas vendas de produtos e serviços em geral”, afirmou.

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